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Camaçari Operação Peptídeos

Polícia Civil prende 13 pessoas e interdita quatro clínicas em Camaçari, Lauro de Freitas e Salvador

A ação, que também aconteceu em Feira de Santana e na capital paulista, cumpriu 57 mandados de busca, apreendeu medicamentos, canetas emagrecedoras e materiais utilizados em procedimentos estéticos comercializados de forma irregular

11/03/2026 15h17
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom / PC-BA
Divulgação / Ascom PC-BA
Divulgação / Ascom PC-BA

A Polícia Civil da Bahia prendeu 13 pessoas, sendo quatro em flagrante e nove por determinação judicial, durante a Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11). A ação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), que apura a comercialização irregular de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

Durante a operação, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, além de Feira de Santana, no interior do estado, e na capital paulista. As diligências também resultaram na interdição de quatro clínicas de estética.

Nos estabelecimentos fiscalizados, foram identificados medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), substâncias sem autorização para comercialização no Brasil e itens armazenados em desacordo com as normas sanitárias. As equipes também constataram a manipulação de medicamentos em doses não individualizadas, em larga escala, prática permitida apenas em ambiente industrial devidamente autorizado.

Entre os materiais apreendidos estão canetas emagrecedoras, ampolas contendo substâncias diversas, medicamentos controlados e produtos utilizados em procedimentos estéticos. Também foram recolhidos celulares, tablets, notebooks, computadores, máquinas de cartão, documentos, cadernos de anotações, uma câmera de vídeo, materiais descartáveis e um veículo.

Todo o material apreendido será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para a realização de perícia.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de importar, vender, expor à venda ou manter em depósito produto sem registro no órgão de vigilância sanitária competente ou sem origem comprovada.

As investigações seguem em andamento e aguardam a conclusão dos laudos periciais, que poderão subsidiar novos desdobramentos e a identificação de outros envolvidos.

Mais de 200 policiais civis participaram da operação, com equipes dos Departamentos Especializados de Investigações Criminais (Deic); de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc); de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco); de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); de Inteligência Policial (DIP); de Polícia Metropolitana (Depom); e de Polícia do Interior (Depin), além das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter), de Operações de Polícia Judiciária (COPJ) e de Operações e Recursos Especiais (Core). A ação contou ainda com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Diretoria de Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (Dvis) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

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