O ex-prefeito de Salvador ACM Neto comentou neste fim de semana as discussões envolvendo o decreto editado durante o governo do atual ministro da Casa Civil Rui Costa que restringiu a portabilidade do cartão consignado Credcesta para servidores públicos estaduais da Bahia.
Em entrevista ao portal Mais Região durante o Festival de Arembepe, Neto afirmou que o assunto precisa ser esclarecido pelas autoridades responsáveis. A norma, editada na gestão estadual anterior, impediu que servidores transferissem dívidas do Credcesta para outras instituições financeiras, o que gerou questionamentos sobre possível restrição à concorrência no crédito consignado.
“Esse é um assunto que deve ser tratado pelas autoridades, seja do Legislativo ou do Judiciário que estão abordando o tema. Que cada um responda de acordo com a sua responsabilidade”, declarou.
O caso voltou ao centro do debate político após reportagens apontarem que o modelo de crédito estaria ligado a operações envolvendo o Banco Master, instituição que teria participação relevante na operação do cartão consignado utilizado por servidores estaduais.
Durante a entrevista, ACM Neto também foi questionado sobre reportagens que citaram seu nome em um relatório de consultoria relacionado ao banco. O ex-prefeito afirmou que qualquer atividade profissional que manteve com a instituição ocorreu quando não exercia cargo público e dentro da legalidade.
“Foi uma atividade que eu realizei em um período em que não ocupava função pública. Foi totalmente lícita, oficial, com contrato assinado, nota fiscal emitida e imposto recolhido”, disse. Neto também afirmou estar tranquilo e disposto a prestar esclarecimentos caso seja necessário.
A discussão sobre o Credcesta ganhou novos desdobramentos após a repercussão nacional do caso envolvendo o Banco Master, o que levou parlamentares a defenderem explicações sobre a criação e o funcionamento do modelo adotado para o crédito consignado dos servidores baianos.
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