Uma bebê identificada como Maya Costa Cypriano, de 1 ano e 9 meses, morreu após ser agredida dentro de casa, na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança, Lukas Pereira do Espírito Santo, foi preso e confessou as agressões. O caso aconteceu na última quinta-feira (2) e gerou revolta entre familiares e amigos da vítima. As informações são do g1.
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o homem estava sozinho com a menina e, irritado com o choro, teria desferido golpes na região abdominal dela. Após as agressões, a criança passou mal, mas não recebeu atendimento imediato. O suspeito chegou a enviar uma mensagem à mãe dizendo que a filha não estava bem, sem relatar o que havia ocorrido.
A mãe da menina, Emanuele Costa, contou que havia saído de casa ainda de madrugada para participar de uma entrevista de emprego e deixou a filha sob os cuidados do companheiro. “Na quinta-feira, a minha mãe me mandou a entrevista de emprego que eu queria muito, principalmente pelo local. Até então, eu não tinha ninguém para ficar com a minha filha. Eu ia sair às 5h e não tinha escolha. Deixei-a com ele porque, até aquele momento, ele nunca tinha feito nada com a minha filha”, relatou.
Ela disse ainda que só conseguiu retornar horas depois, quando percebeu a gravidade da situação. “Ele começou a me ligar desesperado por volta de 8h. Lá onde eu estava não tinha sinal. Só consegui falar perto das 10h. Fui correndo para casa e cheguei por volta de meio-dia. Minha filha estava semiacordada, gelada”, afirmou. A criança foi levada para atendimento médico, mas chegou à unidade de saúde já em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Diante dos sinais de violência no corpo, a equipe médica acionou a polícia. Inicialmente, o caso foi registrado na 29ª DP (Madureira), mas, após a confirmação de morte violenta, passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Em depoimento, Lukas apresentou contradições e, posteriormente, confessou o crime.
“Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não demonstrou nenhuma emoção, não chorou. Ficou algum tempo no hospital comigo, me dando apoio, e eu mal sabia que ele tinha matado a minha filha”, desabafou a mãe.
O corpo de Maya foi sepultado no domingo (5), no Cemitério do Caju, na região portuária da capital fluminense, sob forte comoção. O suspeito segue preso e vai responder por feminicídio. A polícia continua apurando o caso para identificar possíveis outras responsabilidades.
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