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Jovem que esperou dez anos para matar assassino da mãe tinha 9 anos quando presenciou feminicídio

Suspeito monitorou feminicida desde a saída da prisão

09/04/2026 11h30
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 horas
Reprodução
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Aos 9 anos, Marcos Antônio da Silva Neto presenciou a própria mãe ser assassinada a facadas. Uma década depois, já com 19, ele passou a ser apontado pela polícia como o principal suspeito de matar o homem condenado por esse crime, em Minas Gerais. O caso ocorreu no dia 31 de março, quando Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, foi morto a tiros em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). As informações são do g1. 

Segundo as investigações, o jovem teria se aproximado e efetuado vários disparos pelas costas da vítima, que morreu ainda no local. De acordo com a Polícia Militar, Marcos vinha monitorando a rotina de Rafael desde que ele deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em 15 de janeiro. O homem cumpria pena justamente pelo homicídio de Glauciane Cipriano, mãe do suspeito.

No dia do crime, Rafael aguardava atendimento para a esposa na unidade de saúde quando foi surpreendido. Após os disparos, o suspeito fugiu e, até o momento, não foi localizado. A defesa do jovem informou, por meio do advogado José Rodrigo de Almeida, que há intenção de apresentação espontânea.

Procurada, a Polícia Civil afirmou que, conforme entendimento dos tribunais superiores, a apresentação voluntária não impede a decretação de prisão preventiva, caso estejam presentes os requisitos legais. A corporação também destacou a necessidade de organização prévia para garantir o andamento das investigações.

Crime que marcou a infância

O episódio que conecta os dois casos aconteceu em 2016, durante a abertura da ExpoFrutal. Na ocasião, Glauciane Cipriano foi morta com cerca de 20 facadas pelo então companheiro, Rafael.

Segundo o processo, o crime ocorreu durante um churrasco entre amigos. Após a vítima sair momentaneamente para deixar um dos filhos com a madrinha, o agressor, motivado por ciúmes, a seguiu. Ao retornar, questionou a demora e, em seguida, a atacou de forma repentina enquanto ela estava sentada, sem chance de defesa.

Marcos, que tinha apenas 9 anos na época, presenciou o assassinato. Testemunhas ainda tentaram conter o agressor, mas não conseguiram impedir a sequência de golpes.

A condenação de Rafael destacou que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizando violência doméstica e familiar.

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