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Prefeito de Entre Rios sugere falha no socorro e acusa “politicagem” após morte de jovem na Linha Verde

Declaração do gestor de Entre Rios levanta questionamentos sobre atendimento médico e provoca reação ao criticar atuação de pré-candidatos durante protesto

23/04/2026 15h03 Atualizada há 2 meses atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Mais Região
Reprodução/Instagram
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O prefeito de Entre Rios, Manoelito Argolo, se pronunciou nas redes sociais após o protesto que bloqueou o acesso a Porto de Sauípe, cobrando justiça pela morte de um jovem em um acidente na Linha Verde. A fala do gestor, no entanto, gerou repercussão ao levantar suspeitas sobre o atendimento médico e, ao mesmo tempo, acusar adversários políticos de exploração do caso.

De acordo com o prefeito, uma sindicância foi aberta para apurar o ocorrido. Ele relatou que o acidente aconteceu já no território de Mata de São João e envolveu duas vítimas em uma motocicleta. Segundo a versão apresentada, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de diferentes localidades prestaram atendimento, mas houve uma decisão considerada questionável na regulação do socorro.

Argolo afirmou que o jovem em estado mais grave teria sido encaminhado para o PA de Porto de Sauípe, unidade com estrutura inferior à de um hospital. Para ele, o correto seria a transferência imediata para uma unidade hospitalar de maior porte — ou até mesmo o acionamento de resgate aéreo do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, prática já adotada em outras ocorrências na região.

“Do meu ponto de vista, deveria ter sido transferido de imediato”, declarou o prefeito, sugerindo uma possível falha na condução do atendimento. Ele ainda citou que o jovem evoluiu para um quadro grave de traumatismo craniano antes de morrer, reforçando a crítica indireta ao fluxo de regulação médica.

Apesar de apontar possíveis inconsistências no socorro, o tom mais polêmico da fala veio na parte final do pronunciamento. O prefeito acusou pré-candidatos e grupos políticos de estarem tentando se aproveitar do momento de dor para fazer “política rasteira”.

Segundo ele, há movimentação de pessoas de dentro e até de fora do município tentando influenciar o protesto, que classificou como legítimo quando liderado por familiares e amigos da vítima. “Não utilizem desse momento para fazer política”, disparou.

A declaração amplia o clima de tensão em torno do caso, que já havia mobilizado moradores e interditado vias importantes da região, conforme registrado em reportagem do Mais Região.

Enquanto a sindicância segue em andamento, o episódio levanta duas frentes de debate: a possível falha no atendimento de emergência e a disputa política em torno de uma tragédia que chocou a população local.

 

 
 
 
 
 
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