Shakira levou uma multidão à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na noite deste sábado (2), em apresentação que reuniu sucessos da carreira, forte apelo visual e uma conexão explícita com a Bahia. Segundo a Riotur, cerca de 2 milhões de pessoas acompanharam o espetáculo, que ganhou tom especial com as participações de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.
Mais do que um show pop, a apresentação se transformou em celebração da música brasileira. Ao dividir o palco com três nomes centrais da cultura baiana, a cantora colombiana reforçou a relação afetiva que mantém com o Brasil e, especialmente, com Salvador. O repertório internacional conviveu com referências nacionais em uma noite que aproximou Copacabana do clima baiano.
Shakira apresentou canções recentes e clássicos da carreira, como Hips Don’t Lie, Whenever, Wherever, Antología, Loca, La Tortura e Waka Waka. Em vários momentos, novas roupagens musicais apostaram em bases eletrônicas e elementos visuais contemporâneos. A artista também mostrou vigor cênico ao cantar, tocar instrumentos e sustentar longas sequências coreográficas.
Um dos momentos mais simbólicos ocorreu com a entrada de Caetano Veloso. Emocionada, Shakira agradeceu ao artista e destacou a influência dele em sua trajetória. Juntos, interpretaram O Leãozinho, em encontro recebido com entusiasmo pelo público.
Na sequência, Maria Bethânia subiu ao palco para dueto com a cantora. Depois, Ivete Sangalo encerrou a série de participações especiais em clima festivo. As duas dividiram os vocais em País Tropical, em performance marcada por descontração e forte reação popular.
Nascida em 2 de fevereiro, data dedicada a Iemanjá e de grande relevância para a cultura baiana, Shakira viu esse simbolismo ser lembrado ao longo da noite. A coincidência reforçou, para muitos fãs, a identificação da artista com a Bahia e com Salvador.
A cantora também reservou espaço para mensagens de empoderamento feminino e superação pessoal. Ao falar com o público, citou desafios recentes da vida privada e dedicou o espetáculo às mulheres que enfrentam dificuldades diárias para sustentar suas famílias.
Apesar do êxito artístico, a apresentação registrou atraso no início e críticas pontuais à transmissão televisiva e a alguns recursos visuais. Ainda assim, o saldo geral foi de consagração popular.
Ao final, permaneceu a sensação de que o próximo passo natural dessa relação entre Shakira e o público baiano pode ser o Carnaval de Salvador. O convite, inclusive, foi reforçado no palco por Ivete Sangalo.
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