Segunda, 21 de Setembro de 2026 19:42
(71) 99663.6360
Geral Investigação

Casal do ramo fitness é preso em Salvador durante operação contra fraude milionária

Empresários foram detidos no bairro do Stiep, nesta terça-feira (19), suspeitos de integrar esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro

19/05/2026 23h23
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Crédito: Reprodução/Redes sociais
Crédito: Reprodução/Redes sociais

Um casal de empresários do ramo fitness foi preso na manhã desta terça-feira (19), no bairro do Stiep, em Salvador, durante uma operação que investiga um esquema milionário de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os suspeitos foram identificados como Chelle Patrício e Joadson Pinto, proprietários de estabelecimentos comerciais voltados para suplementos alimentares e roupas fitness.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o grupo utilizava plataformas de pagamento e cartões clonados para aplicar golpes virtuais. De acordo com a apuração, os investigados criavam contas em nome de terceiros, geravam links de pagamento e simulavam compras legítimas utilizando dados bancários fraudados.

O casal é proprietário da loja Juca Suplementos e da Chelle Moda Fitness, localizadas na Rua Rodolpho Coelho Cavalcante, no bairro Jardim Armação, em Salvador. Ainda conforme as investigações, empresas ligadas à venda de suplementos alimentares eram usadas para dificultar o rastreamento das transferências realizadas via Pix.

A polícia estima que o grupo tenha movimentado quase R$ 1 milhão em operações fraudulentas durante o período investigado. Outros dois suspeitos também foram presos, mas as identidades não foram divulgadas.

Além das prisões preventivas, houve flagrante após a polícia encontrar anabolizantes em um dos estabelecimentos ligados aos investigados. A Justiça também determinou o sequestro de veículos de luxo associados ao grupo, entre eles uma BMW 320 e um Kia Sorento.

Responsável pela operação na Bahia, o delegado Thiago Costa explicou que o esquema utilizava a estrutura formal das empresas para dar aparência de legalidade às transações fraudulentas.

Segundo ele, os suspeitos criavam links de pagamento relacionados à venda de suplementos, enquanto os pagamentos eram feitos com cartões clonados. O dinheiro obtido era transferido rapidamente para contas de terceiros, utilizadas como intermediárias no esquema.

O CORREIO informou que não conseguiu contato com as defesas dos investigados. O espaço permanece aberto para manifestações.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Sobre o município