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Camaçari POLÊMICA

Flávio Matos resgata prisão de Caetano e diz que prefeito “não é exemplo para falar de corrupção”

Durante o programa É do Povo, candidato a deputado federal questionou críticas de Luiz Caetano a ACM Neto no caso Banco Master e citou novas acusações envolvendo o grupo de Jaques Wagner

25/09/2026 10h34
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Arquivo Mais Região
Keila Abreu / Arquivo Mais Região

O candidato a deputado federal Flávio Matos (PSDB) subiu o tom contra o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), durante participação no programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9), na manhã desta sexta-feira (25). Ao comentar as críticas feitas por Caetano ao candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), no contexto do caso Banco Master, Flávio resgatou a prisão do prefeito pela Polícia Federal, em 2007, durante a Operação Navalha. Caetano foi posteriormente inocentado pela Justiça.

Na avaliação de Flávio, Caetano não teria legitimidade para fazer cobranças relacionadas a corrupção. “Primeiro, essa frase, bem coloquial, que ele diz, o bicho pegou, ele deve ter dito quando a Polícia Federal acordou ele seis horas da manhã de cueca, com dinheiro dentro da caixa de sapato. Então ele deve ter dito, vixe, na época acho que era a Luísa, a esposa dele, o bicho pegou. E ele foi preso pela Polícia Federal. Depois, ele não pode falar de corrupção. Ele não é a pessoa mais indicada, deviam botar outro”, afirmou.

A declaração ocorreu após Caetano cobrar ACM Neto sobre informações relacionadas ao Banco Master. Em manifestação divulgada na última semana, o prefeito de Camaçari questionou o destino de R$ 200 milhões que, segundo uma proposta de delação de Daniel Vorcaro, teriam sido destinados ao ex-prefeito de Salvador. O relato faz parte de uma proposta de colaboração que não foi aceita pelas autoridades por insuficiência de elementos de corroboração.

Flávio também direcionou a fala para as novas informações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT). “E agora eu queria muito que ele falasse dessas últimas notícias. Desse grande volume de recursos mensais. Hoje eu vim lendo uma matéria que mais de 3 milhões de reais por mês, a turma de Jaques Wagner, o grupo de Jaques Wagner. Então, é muita sujeira que a gente está vendo aí”, declarou. A acusação sobre os supostos pagamentos consta de uma proposta de delação de Vorcaro e ainda não é tratada como fato comprovado.

Ao concluir o comentário, o candidato defendeu a atuação das instituições de investigação e Justiça e criticou o cenário político nacional. “Eu espero que o Brasil seja passado a limpo, para que mais Vorcaros não aconteçam. Parece que normalizou, normatizou a corrupção no Brasil. Isso precisa ser exposto, precisamos de um Judiciário forte, independente, para que essas coisas sejam passadas a limpo e os verdadeiros responsáveis por essa vergonha que vive o país, sejam punidos exemplarmente. Mas, repito, Caetano não é exemplo para falar de corrupção”, afirmou Flávio Matos.

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