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Política em Foco Eleições 2026

Após chamar Bahia de 'câncer do Brasil', Rodrigo Constantino vira alvo de investigação

Procedimento foi instaurado após comentarista chamar o estado de “câncer do Brasil” e afirmar que “Salvador é um lixo” em vídeo publicado após o primeiro turno das eleições

06/10/2026 22h21
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas a um vídeo publicado pelo comentarista político Rodrigo Constantino nas redes sociais após o primeiro turno das Eleições 2026. No conteúdo, divulgado no domingo (4), ele chamou a Bahia de “câncer do Brasil”, afirmou que “Salvador é um lixo” e fez outras declarações de possível caráter discriminatório contra a população baiana. A informação foi confirmada pela corporação nesta terça-feira (6).

Segundo a Polícia Civil, as diligências seguem sob acesso restrito para preservar a apuração. Em nota, a instituição afirmou que o procedimento busca verificar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas à divulgação do conteúdo e a outras manifestações de possível caráter discriminatório contra a população baiana. A corporação também reafirmou o compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade.

As declarações de Constantino ocorreram após os resultados das eleições no estado. No vídeo, o comentarista criticou a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) para o governo da Bahia e a eleição de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) para as duas vagas do Senado. Ele relacionou as vitórias ao posicionamento político do eleitorado baiano e afirmou: “Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil. Dois senadores petistas eleitos envolvidos com Vorcaro, um governador petista. Que papelão!”.

Constantino também relatou experiências de viagens que fez à Bahia a trabalho e a lazer para sustentar as críticas. Ao comentar uma passagem pelo interior do estado para participar de uma feira literária, afirmou ter ficado “chocado” ao encontrar pessoas em bares durante uma manhã de segunda-feira. “Segunda-feira, 11h30 da manhã, um bando de gente nos barzinhos com violão e cerveja. Ninguém quer trabalhar”, declarou.

O comentarista também mencionou situações que, segundo ele, teriam envolvido familiares e vendedores ambulantes. Ao relatar um episódio ocorrido em uma praia, Constantino disse que uma pessoa teria perguntado se havia água de coco e recebido como resposta que não havia, apesar da presença de coqueiros no local. Ele próprio classificou esses relatos como “evidências anedóticas”.

Ao antecipar possíveis críticas às declarações, Constantino afirmou: “Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia. Estou pouco me lixando para isso”. A Polícia Civil, por sua vez, não informou quais medidas serão adotadas no decorrer da apuração nem se o comentarista será chamado para prestar esclarecimentos. O procedimento permanece sob acesso restrito.

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