Da Redação Após enfrentar a fila de espera da ala de emergência do Hospital Municipal Eurico de Freitas, em Mata de São João, a nutricionista Jamile Santos teve que voltar para casa com o mesmo mal estar. Ela relatou sentir dores intensas na cabeça e nuca, sintomas característicos de pressão alta, e mesmo assim a médica receitou remédios sem aferir sua pressão arterial. De acordo com a paciente, a médica plantonista chegou a receitar dipirona, AAS e atensina, mas se negou a realizar a aferição afirmando que a unidade de saúde não possui tênsiometro, medidor usado para tal procedimento. O episódio aconteceu na noite desta quinta-feira (20), por volta das 19h. [caption id="attachment_47334" align="alignnone" width="521"]
Desabafo da paciente, junto com o prontuário médico em rede social.[/caption] Ainda segundo a paciente, ela questionou sobre o fato da médica ter receitado medicamentos sem um diagnóstico preciso ( ela escreveu no prontuário médico que a paciente tinha cefaléia) e como resposta ela pediu que Jamile realizasse a aferição com a técnica de enfermagem, mas a ajudante disse que era de responsabilidade da médica. A paciente retornou ao consultório e só então a profissional informou que não havia o aparelho no hospital. Jamile sofre de hipertensão e mesmo sentindo-se mal voltou pra casa sem ser medicada. Ela preferiu não arriscar tomar os remédios sem saber ao certo como estava seu estado de saúde. A
secretária de Saúde, Tatiane Rebouças, esclareceu à reportagem do
Mais Região que o acolhimento dos pacientes é feito baseado na classificação de risco. Ela negou a falta de aparelhos afirmando que existem vários tensiômetros para atender as demandas de atendimentos e ainda garantiu que vai investigar a conduta da médica cooperativada.
(Foto: Arquivo Mais Região)