EXAME Depois dos comparadores de preço e dos sites de vendas coletivas, vem aí um novo tipo de comércio online. É o cashback, no qual você receberá de volta parte do dinheiro que gastou. Lançado no último sábado, o Retorna é um dos representantes da nova tendência. O Retorna funciona assim: se logando no site via e-mail ou Facebook, o usuário tem acesso a uma lista de produtos vendidos em cerca de 80 sites parceiros. Junto do preço de cada item, consta um percentual de retorno. Em média, são 3% - podendo chegar a 11% em alguns produtos. Caso o internauta se decida pela compra, aquele percentual do valor pago é devolvido ao usuário pelo Retorna dentro de 90 dias. "A única restrição em relação ao resgate do dinheiro é o saldo mínimo de 30 reais", afirma o engenheiro Luiz Augusto Barros, fundador do Retorna. Animado com a iniciativa, ele está oferecendo R$ 10 para aqueles que se cadastrarem e fizerem compras usando o site até o próximo dia 15. Segundo Barros, a ideia é popularizar o novo
serviço online. "Quando falei com o primeiro investidor, ele já me indicou outros três caras que se interessariam", afirma Barros. De dezembro a março, ele captou cerca de 1 milhão de reais para o Retorna. Até o fim do ano, Barros quer bater a meta de 900 mil usuários cadastrados. De acordo com o engenheiro, a concorrência não é um obstáculo para isso. Até há outros sites de cashback que operam no Brasil - como o
Meliuz. Segundo Barros, eles são desconhecidos. Para ele, sites de
vendas coletivas também não são problema. "Eu tenho mais medo dos comparadores de preço do que do Peixe Urbano", afirma o empresário.
Cashback No modelo de cashback, o lucro do site que oferece o serviço vem das taxas pagas pelos parceiros a cada compra com o auxílio da ferramenta. A diferença em relação a um comparador de preço é que parte desse dinheiro é devolvido ao comprador. Hoje, o cashback responde por quase 30% do comércio online nos EUA, segundo Barros. Até abril, ele espera que o Retorna tenha 400 sites parceiros. A longo prazo, Barros pretende investir em ofertas segmentadas de acordo com o perfil de cada comprador. Embora a estrada seja longa, o primeiro passo já foi dado. "Agora, é botar para funcionar", afirma o empresário.