Jornal Mais Região Edição 14 ?A cidade estava sendo administrada como um avião num piloto automático?, compara o prefeito de Pojuca, Dr. Toinho (PDT), ao abrir as planilhas de finanças da cidade e desabafar sobre todos os problemas deixados pela antiga gestão. Em meio a tantas cobranças da população neste primeiro ano de mandato, o gestor relata as dificuldades enfrentadas para ?arrumar a casa? e fazer a máquina administrativa funcionar e ainda revela os novos projetos e investimentos que estão chegando no município.
Município inadimplente De acordo com o gestor, ao assumir o cargo, em janeiro de 2013, houve a necessidade de organizar as finanças, coletar o lixo acumulado há pelo menos quatro meses na cidade e melhorar a infraestrutura das escolas para iniciar o ano letivo e melhor acolher os alunos. Organizar o município administrativamente para angariar verbas públicas foi o próximo passo. A prefeitura possuía débitos com várias empresas, estava inadimplente e isso impedia a captação de recursos e convênios com os governos federal e estadual. Após negociar e pagar dívidas, em 8 de dezembro, o município voltou a ser adimplente. Também foram descobertas diversas irregularidades no Programa Bolsa Família. Pessoas que não atendiam aos critérios, inclusive funcionários do executivo, estavam sendo beneficiadas e o governo precisou regularizar a situação e eliminar os erros, para não responder pelas falhas junto ao Ministério Público.
Receita estagnada A cidade tem mais de 36 mil habitantes e conta com uma arrecadação mensal estimada em até R$ 7,5 milhões. Valor que atualmente está sendo usado apenas para o custeio da máquina pública. Segundo o prefeito, o governo está empenhado em melhorar essa realidade e cobrar os impostos para o município trabalhar com a receita própria e melhorar o funcionamento da máquina pública, conforme exige a lei. ?Era concedida a utilização de bens públicos à terceiros sem ninguém pagar, ao contrário o município pagava, água, energia, limpeza (...)?. Ele ainda destacou que a isenção desses pagamentos é destinada a quem não pode pagar e antecipou que equipes estão trabalhando no Refis, um programa de refinanciamento de dívidas. ?De 2008 a 2012, o município não foi contemplado com nenhum recurso e a receita ficou estagnada, um exemplo é o duodécimo da Câmara. Em 2007, era de R$ 289 mil, em 2013 passou para R$ 305 mil, ou seja, em seis anos um incremento apenas de R$ 16 mil, isso mostra como a receita do nosso município estava?, contou.
Novos investimentos Após tornar o município adimplente, foi possível conquistar convênios com o governo federal e consequentemente novos investimentos à fim de beneficiar a população. Serão construídas duas novas creches, duas Unidades de Saúde ? sendo uma em Nova Pojuca e outra no Cruzeiro -, além da ampliação e reforma dos Postos de Riachão e Retiro. Também serão firmados convênios com empresas privadas para custear projetos na área social e beneficiar as comunidades mais carentes. O gestor ainda enfatiza os avanços na prestação de serviços com novos investimentos no transporte para estudantes que frequentam aulas em outros municípios e na busca de parcerias com o governo do estado para melhorar a segurança pública e atrair empresas que contribuam com a geração de empregos. Projetos para a ampliação da rede de saneamento básico, do programa Minha Casa Minha Vida e a captação de recursos para implantação de um projeto de habitação destinado aos da zona rural também estão sendo desenvolvidos. A ouvidoria por telefone é outro serviço que será reativado. ?É um desafio que estimula a gente a cada instante. Nós entendemos a urgência do povo?, concluiu Dr. Toinho.
Fotos: Ag. Mais Região