Veja No mesmo dia em que entrou na Justiça Comum para tentar recuperar a vaga na Série A do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa conseguiu a primeira vitória. Nesta quarta-feira, o juiz Miguel Ferrari Júnior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, concedeu ao clube uma liminar determinando que a CBF devolva os quatro pontos retirados pela punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que resultaram no rebaixamento no Brasileirão do ano passado. Também foi concedida a liminar que proíbe a Portuguesa de sofrer qualquer punição desportiva. A CBF pode recorrer da decisão. Assim, quem cairia para a Série B, nesta condição, seria o Flamengo, também punido no Brasileirão de 2013 por uma escalação irregular - ao contrário da Portuguesa, o Flamengo não entrou com ação para anular a perda de pontos. A vitória da Portuguesa nos tribunais coloca em xeque o início do Campeonato Brasileiro, que começa no dia 19 de abril. Na tabela divulgada pela CBF, a Portuguesa deveria disputar a Série B. O Fluminense, clube beneficiado pelo rebaixamento da Portuguesa, faria uma das partidas de abertura da Série A. A ação também cria atrito com a Fifa no ano da Copa do Mundo - a entidade orienta confederações e federações a punir os clubes que procuram a Justiça Comum para resolver questões desportivas. A ação protocolada pela Portuguesa tem três argumentos principais: descumprimento do Estatuto do Torcedor pela não publicação da suspensão de Héverton antes do jogo contra o Grêmio; atrasos no Boletim Informativo da CBF divulgando os atletas suspensos e pena desproporcional. Héverton entrou em campo na última rodada do Brasileirão contra o Grêmio, mesmo estando suspenso. A Portuguesa alega que só foi informada da punição ao jogador no dia seguinte à partida, quando foi divulgado o Boletim Informativo da CBF. O presidente do clube, Ilídio Lico ainda tentou várias vezes conseguir empréstimos com a própria CBF e a Federação Paulista de Futebol, mas em todas as situações, ouviu que deveria desistir da vaga na primeira divisão para conseguir os adiantamentos. Na última segunda-feira, após nova resposta negativa das entidades, foi convencido pelo restante da diretoria da Portuguesa a entrar com uma ação na Justiça Comum.
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