Da Redação Desde 2011, as obras dos residenciais do programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida, começaram, mas os prazos para entrega não foram cumpridos e quem mora de aluguel e precisa ser contemplado com uma das moradias continua na expectativa. O completo estado de abandono dos residenciais e a demora para a retomada das obras é o verdadeiro retrato da situação em que se encontra a cidade de Pojuca. Nos quatro cantos, os moradores queixam-se dos problemas que a gestão mostra-se incapaz de resolver. Os dois primeiros residenciais, Nova Esperança e Novo Caminho, ficam localizados no Bairro Los Angeles e estão com mais de 95% das obras concluídas, restando finalizar alguns detalhes de acabamento. O grande problema, é que por conta do longo período de espera, as unidades estão se deteriorando e antes de serem entregues, precisarão passar por muitos reparos. A conclusão das unidades depende da liberação de um aditivo de verba do Ministério das Cidades. Os problemas com a construção dos residenciais começaram em dezembro de 2011, quando a Construtora Azevedo Aquino, responsável pela execução, teve dificuldades financeira e abandonou a construção, deixando mais de 400 funcionários desempregados. Somente em abril de 2013, a Construtora Atrium ganhou a licitação e retomou a construção. De acordo com o gerente de obras, Renato Ferreira, foi necessário refazer a pavimentação dos condomínios, porque o solo de barro vermelho estava cedendo e poderia comprometer a estrutura dos apartamentos. A empreiteira está empenhada para concluir a construção e entregar as unidades.

Os outros dois residenciais, João Assis e Everaldino Guimarães, que ficam na mesma quadra, estão com cerca de 40% das obras em andamento. As quatro unidades devem contemplar mais de 1.200 famílias e estão avaliadas em cerca de R$ 47 milhões.
Foto: Arquivo Mais Região