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Preocupações com economia do país e cenário global elevam cotação do dólar

Dólar ultrapassa R$ 3,90

18/09/2015 16h08
Por: Redação
Folha Preocupações com a economia brasileira e o cenário global voltaram a pressionar a cotação do dólar nesta sexta­feira (18), se sobrepondo ao alívio trazido pela decisão do Federal Reserve (banco central americano), na véspera, de manter inalterada a taxa de juros nos Estados Unidos. Às 11h30 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha valorização de 0,72% sobre o real, para R$ 3,913 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, avançava 0,79%, para R$ 3,914. A moeda atingiu mais cedo a máxima de R$ 3,92. Por ora, ambas as cotações estão no maior valor desde 2002. Segundo operadores, a moeda americana tem refletido a percepção do mercado de que importantes medidas de ajuste fiscal propostas pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) terão dificuldades para ser aprovadas no Congresso. Algumas, disseram, devem ser rejeitadas. Além disso, os motivos que levaram o BC dos EUA a optar pela manutenção dos juros preocupa os investidores ?ainda que a decisão seja vista como positiva. Para o Fed, a desaceleração  econômica global, especialmente da China, deve continuar prejudicando os preços das commodities ?e, assim, os países emergentes. O desempenho de outras economias influencia na decisão do Fed pois pode prejudicar também o resultado norte­americano. A aversão ao risco que eleva a procura por dólar também derruba o principal índice da Bolsa brasileira nesta sessão. O Ibovespa tinha baixa de 0,95% às 11h30, para 48.091 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1,3 bilhão. O movimento seguia o mau humor nos mercados internacionais, com as Bolsas americanas caindo em torno de 1%, ao passo que as europeias mostravam recuo de mais de 2%. Os preços do petróleo no exterior tinham nova queda nesta sexta­feira, afetando as ações da Petrobras. A estatal via seu papel preferencial, mais negociado e sem direito a voto, cair 2,54%, para R$ 7,66. Já o ordinário, com direito a voto, cedia 2,90%, para R$ 9,01. Também afeta os papéis da Petrobras a notícia de que a estatal propôs a seus empregados um reajuste salarial abaixo da inflação. Em reunião na quintafeira, a empresa apresentou proposta de aumento de 5,73%, bem inferior aos 9,53% do IPCA acumulado em doze meses encerrados no fim de agosto. Na contramão, a Vale operava no azul, amenizando a perda do Ibovespa. A ação preferencial da mineradora subia 0,57%, para R$ 15,72, enquanto a ordinária tinha valorização de 2,61%, para R$ 20. (Foto: Ilustrativa)  
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