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Dólar atinge a marca histórica de R$ 4,128

Na terça-feira, a moeda teve alta de 1,83%, vendida a R$ 4,0538.

23/09/2015 12h05
Por: Redação
Globo O dólar abriu o pregão desta quarta-feira (23) operando em queda. No entanto, minutos depois passou a subir em relação ao real e ultrapassou o recorde da véspera, chegando a R$ 4,1287. Na terça-feira, a moeda norte-americana atingiu, durante o pregão, a máxima de R$ 4,0681. Às 11h50, o dólar subia 1,776%, cotado a R$ 4,1258 na venda. Mais cedo, chegou a alcançar a marca de R$ 4,12. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)operava em queda na manhã desta quarta. O Banco Central não anunciou nenhuma intervenção extraordinária no câmbio nesta sessão e apenas dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Veja a cotação ao longo do dia: Às 9h05, caía 0,84%, a R$ 4,0197 Às 9h20, caía 0,75%, a R$ 4,0231 Às 10h20, subia 0,696%, a R$ 4,082 Às 10h30, subia 0,548%, a R$ 4,076 Às 10h50, subia 0,9%, a R$ 4,0903 Às 11h, subia 0,957%, a R$ 4,0926 Às 11h20, subia 1,31%, a R$ 4,1067 Às 11h30, subia 1,85%, a R$ 4,1287 Às 11h40, subia 1,59%, a R$ 4,1182 Na manhã desta quarta-feira, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, expressou preocupação com a economia global, o que se somou à já forte apreensão com a economia e a política brasileira. Mais cedo, a moeda chegou a cair quase 1%, a R$ 4,0145 na mínima do dia, após o Congresso manter alguns vetos da presidente Dilma Rousseff que não devem prejudicar o ajuste fiscal, mas adiar a análise de outros itens importantes. "(Draghi demonstrou) preocupação com a perspectiva de crescimento global e a apreensão com o Brasil continua", resumiu o economista da 4Cast Pedro Tuesta. Draghi afirmou nesta manhã que o BCE precisa de mais tempo para avaliar se é necessário fortalecer seu programa de compra de ativos, ao mesmo tempo em que ressaltou que a desaceleração de mercados emergentes, o avanço do euro e a queda dos preços de commodities prejudicam as perspectivas econômicas. A pressão externa somou-se ao quadro político e econômico preocupante no Brasil. Embora a decisão do Congresso nesta madrugada tenha aliviado um pouco essas preocupações, o mercado seguia temeroso. "O veto mais importante é o do aumento (de salários dos servidores do) Judiciário e não sabemos quando ele vai ser analisado", disse o operador de uma corretora nacional, referindo-se ao veto que, se derrubado, vai gerar gastos de 36 bilhões de reais até 2019, segundo cálculos do governo. Citando riscos aos planos fiscais do governo no curto prazo e a grande probabilidade de novos rebaixamentos da nota de crédito do Brasil, o Credit Suisse passou a projetar que o dólar deve atingir R$ 4,25 em três meses e R$ 4,50 em 12meses, contra R$ 3,65 e R$ 4,10 reais, respectivamente. Recorde na véspera Na terça-feira, a moeda norte-americana teve alta de 1,83%, vendida a R$ 4,0538. No ano, o dólar já tem alta acumulada de 52,47%. A cotação de fechamento desta terça foi a mais alta já registrada desde a criação do real. A maior até então havia sido registrada em 10 de outubro de 2002, quando o dólar chegou a ser vendido a R$ 4 durante o pregão, mas desacelerou a alta e fechou naquele dia a R$ 3,98. Na época, a moeda norte-americana foi impulsionada, entre outros, pelas perspectivas de que o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito, algo que não agradava o mercado financeiro. No passado, houve um breve período em que R$ 1 chegou a valer mais que US$ 1 na carteira. Isso aconteceu entre 1994 e 1999, quando o governo passou a controlar artificialmente a cotação da moeda norte-americana para estabilizar a economia do país, recém-saída de uma hiperinflação. Dólar turismo a mais de R$ 4,50 Nas casas de câmbio, a disparada do dólar já mostra seus reflexos. Na manhã desta terça-feira, a cotação chegava a R$ 4,50 no cartão pré-pago, com o IOF de 6,38% incluído, na Confidence Câmbio. Em espécie, a moeda sai por R$ 4,27. Na Cotação, o dólar chegava a R$ 4,489 no cartão e a R$ 4,276 em espécie (ambos com imposto incluído). Na Vips Turismo, os valores eram de R$ 4,22 e R$ 4,45, respectivamente.
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