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Gualberto diz que não há apoio automático a ACM Neto

Questionado se o tucanato apoiaria automaticamente a reeleição do prefeito da capital baiana, o dirigente estadual da sigla disse que na política não existe apoio automático, mas parcerias

29/09/2015 15h46
Por: Redação
Tribuna Da Bahia O presidente da executiva estadual do PSDB, deputado João Gualberto, disse ontem, em entrevista à Rádio CBN, que não há apoio automático à reeleição do prefeito ACM Neto, em 2016. Questionado se o tucanato apoiaria automaticamente a reeleição do prefeito da capital baiana, o dirigente estadual da sigla disse que ?na política não existe apoio automático, mas parcerias?. No entanto, o próprio Gualberto sinalizou que o indicativo é que seja mantida a parceria entre o partido e o principal ocupante do Palácio Thomé de Souza. Neto está fazendo uma excelente gestão, nós participamos do governo, observamos que há um trabalho sério sendo realizado em Salvador e é natural que apoiemos este projeto?, enfatizou. Gualberto também garantiu que não há por parte da legenda pressão para que o cargo de vice-prefeito seja ocupado pela sigla. Ainda sobre 2016, o deputado criticou a ida da senadora Marta Suplicy para o PMDB, a fim de se candidatar à prefeitura de São Paulo. ?Foi uma decisão vazia e oportunista. Para quem sempre criticou o PMDB, mudar-se para lá apenas para disputar uma eleição não me parecer uma atitude coerente. Por essas e outras que o brasileiro não confia na classe política brasileira?, finalizou. João Gualberto criticou ainda a postura do governo federal frente à crise econômica. Para o parlamentar, a proposta de ajuste fiscal anunciada pelo Planalto não passa de uma falácia. ?O que o governo propôs é uma típica promessa de palanque. É claro que Dilma não vai acabar com ministérios. Ela pode, no máximo, fundir alguns, mas acabar mesmo não vai. Vocês acham que todos os funcionários que existem vão perder o emprego? Claro que não! Quem vai pagar por esse ajuste é o cidadão brasileiro, que terá de desembolsar mais para pagar impostos. É isso que o governo quer?, pontuou. Gualberto ainda comentou o clima de instabilidade política que paira em Brasília, com as mudanças de ministros, os conchavos da presidência com parlamentares em troca de apoio no Congresso e os desdobramentos da Operação Lava Jato. ?A cada delação, as investigações chegam mais perto de Lula e Dilma. Todo mundo sabe que o ex-presidente se reelegeu e conseguiu eleger e reeleger Dilma com verba suja do Mensalão e dos desvios da Petrobras. Acontece que naquela época o país vivia um cenário econômico favorável, diferentemente de hoje. Agora, o povo está vendo o bolso vazio e percebendo como o PT sangrou os cofres públicos para permanecer no poder?. (Foto: Arquivo Mais Região)
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