Domingo, 05 de Julho de 2026 08:32
(71) 99663.6360
Acervo de notícias Direção

Direção do PT desiste de pedir cassação de Cunha

O ex-presidente Lula afirmou que é mais importante aprovar ajuste do que derrubar presidente da Câmara

30/10/2015 15h34
Por: Redação
Agência Brasil De olho na aprovação do ajuste fiscal e no engavetamento dos pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o Diretório Nacional do PT desistiu ontem de defender a cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Conselho de Ética da Casa. A senha de que Cunha seria poupado foi dada por Lula que, em discurso no início da reunião do comando petista, afirmou que é mais importante aprovar as matérias de interesse do governo Dilma do que ?derrubar? o presidente da Câmara. Cunha é investigado pela Operação Lava Jato. ?O que interessa à oposição é que a gente arranje quinhentos pretextos para discutir qualquer assunto e não discutir o que interessa, que é aprovar o que a Dilma mandou para o Congresso. A não ser que tenha alguém aqui que ache que isso não é importante, que primeiro vamos tentar derrubar o Eduardo Cunha, depois derrubar o impeachment e, depois, se der certo, a gente vota as coisas que a Dilma quer?, disse Lula.

Além da aprovação do ajuste fiscal, a estratégia de preservar Cunha faz parte de um acordo para proteger a presidenta Dilma, alvo de processos de impeachment na Câmara dos Deputados que dependem, num primeiro momento, de uma decisão monocrática do presidente da Câmara, a quem cabe deferir ou indeferir o pedido.

Embora tenha poupado Cunha, o PT manteve no texto final aprovado em reunião do diretório nacional a avaliação de que o presidente da Câmara e ?a ala conservadora? do PMDB ?flertam com o impeachment presidencial?.

Segundo o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a sugestão para que o partido apresentasse uma representação pela cassação de Cunha ao Conselho de Ética da Câmara foi rejeitada pela maioria dos presentes. ?Ninguém tem dúvidas no PT de que quem tem acordo com ele Cunha) é a oposição. Ele terá que responder sobre as denúncias que lhe fazem na Justiça, no Supremo Tribunal Federal e no Conselho de Ética?, afirmou Falcão.

Apesar das críticas à política econômica da presidenta Dilma, o documento aprovado também suavizou os ataques ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que têm sido feitos nos bastidores do partido. A resolução defende mudanças na política econômica do governo, como aumento da tributação dos extratos da sociedade ?mais abastados? e a redução ?paulatina da taxa de juros?.

(Foto: Reprodução)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.