Ainda nesta sexta, o delegado afirmou que devem depor o irmão e uma prima de Ana Carolina. Além deles, Rodrigues quer ouvir o porteiro do condomínio e vizinhos da dançarina para apurar se algum deles ouviu algo diferente, que chamasse a atenção, durante os três dias em que Anderson permaneceu no apartamento da ex. Com isto, a princípio, a polícia ficará apenas no aguardo do laudo do IML para concluir o inquérito.Nos registros da Polícia Civil, não há nenhum boletim de ocorrência feito pela dançarina contra ele. A investigação quer saber, então, se em algum momento ela chamou a PM devido a uma briga ou discussão com Anderson, mas que acabou contornada na hora, sem avançar para um registro oficial na delegacia.

Anderson confessou à polícia ter matado a bailarina por ciúmes. Preso no 95º Distrito Policial (Cohab Heliópolis), na capital paulista, Anderson disse que estrangulou a ex-namorada e contou ainda que tomou veneno de rato para morrer abraçado com ela. Ele disse que depois de estrangular a vítima, afirmou que a maquiou, deu banho no corpo dela e usou incenso para esconder o mau cheiro. "Estrangulei com minhas próprias mãos. Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela. Fiquei com ela morta dois dias", disse Anderson. Segundo ele, o casal teve uma discussão na segunda-feira. "Ela foi pra cozinha e disse pra eu não mexer no celular dela. Eu mexi e vi umas fotos, umas mensagens de Whatsapp e não gostei. Fiquei com ciúmes".
Tráfico e violência doméstica Anderson já havia sido condenado por tráfico de drogas em Santa Catarina e respondia a termo circunstanciado por violência doméstica em Fortaleza, no Ceará. Segundo o delegado, ele foi condenado a cinco anos e 10 meses em setembro deste ano pelo crime de tráfico, mas apelou e respondia em liberdade. Anderson disse em depoimento que foi detido porque traficou lança-perfume. O termo circunstanciado por violência doméstica foi registrado em 2013, por outra mulher. Com Anderson, no momento da prisão, foram apreendidos R$ 800, US$ 700 e 80 libras. Testemunhas disseram que esse dinheiro pertencia a Ana Carolina. Ele alega que a quantia o pertencia. Uma amiga da dançarina afirmou que mais do que por ciúmes, o crime teria sido motivado porque Anderson Rodrigues Leitão era "totalmente bancado" pela vítima e não aceitaria "perder a boa vida que tinha". "Ela proporcionava isso a ele", disse a amiga, que não quis se identificar.
Corpo O delegado disse ainda que o corpo já foi liberado pelo Instituto Médico-Legal. De acordo com ele, o corpo da dançarina foi encontrado em estado de decomposição avançado e não deverá ser levado para Fortaleza, como era desejo da família, porque não suportaria a pressão atmosférica imprimida durante o transporte aéreo.