A Tarde Polícia Civil concluiu que o empresário Ademir Martins dos Santos, de 60 anos, foi executado por engano pelos irmãos ciganos Evanilton Ribeiro, 40, e Fábio Ribeiro, 32, no dia 2 de novembro, feriado de Finados, dentro do Condomínio Planeta Água, em Barra do Jacuípe, no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Inicialmente, havia a informação de que o senhor havia sido atingido por balas perdidas durante uma troca de tiros entre ciganos. O tio deles, o também cigano José Batista de Melo, participou da ação e está foragido. A dupla foi presa, na tarde da quarta-feira, 11, após se apresentar com advogado, na 26ª Delegacia de Vila de Abrantes, e confessar o crime. Eles contestaram a versão da polícia e afirmaram que o alvo não era o idoso. À delegada Maria Danielle Monteiro, titular da unidade policial, os irmãos contaram que, momentos antes da execução, o condutor de um carro Chevrolet Corsa Hatch prata havia passado em frente à casa deles dando 'cavalo de pau' e atirando. Logo depois, o empresário passou próximo ao local num VW Gol prata, o que teria confundido os ciganos. Ademir estava com o filho, a nora e com uma neta de 6 anos. Na ação, além do idoso, o casal foi baleado no braço. A criança não foi atingida. "Eles [ocupantes do Corsa] passaram e deram um 'cavalo de pau' em cima da minha esposa, grávida de sete meses. Ela se assustou e caiu. Quando fui perguntar, eles deram um 'cavalo de pau' em cima de mim. Aí começamos a brigar e xingar", afirma Fábio sobre o motivo da confusão. Fábio e Evanilton disseram que não sabem quem eram as pessoas que estavam no Corsa Hatch. A delegada revelou que, dois dias após matar o empresário, os suspeitos mandaram um sobrinho, um adolescente de 17 anos, confessar o crime. "Eles mandaram o adolescente com a intenção de obstruir o trabalho da polícia. Mas foi bom ele ter vindo, nos ajudou", diz ela. Em depoimento, o jovem disse que havia matado o senhor com uma pistola calibre 380, mas a perícia constatou que a bala que matou o empresário era calibre 9 mm. Conforme a delegada, os ciganos destruíram as câmeras de segurança da casa deles para dificultar o trabalho da polícia.
Investigadores prendem suspeitos que faziam 'escolta'
Na quarta à tarde, os investigadores da 26ª Delegacia (Vila de Abrantes) prenderam o sargento reformado da Polícia Militar Orlando Carvalho da Silva, os soldados da PM Wllysses Ferreira Pontes, da 81ª CIPM (Itinga), e Arthur dos Santos Castro Júnior, da 50ª CIPM (Sete de Abril), e o filho adotivo do sargento, o cigano Gilmar Soares da Gama. Eles estavam num Hyundai Tucson dourado, que ficou estacionado na porta da delegacia durante o interrogatório dos ciganos. Segundo a delegada Maria Danielle Monteiro, eles estavam ?escoltando? os suspeitos. Armas Orlando seria cunhado dos ciganos. Dentro do veículo, foram encontrados uma espingarda calibre 12, com numeração raspada, uma pistola calibre 380, dois revólveres calibre 38 e munições. Dos presos, apenas Arthur foi liberado, ele estava usando a arma da PM. Os outros foram autuados por porte ilegal de arma. (Foto: Reprodução)