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Estudo relaciona consumo de chia a risco de morte

Grão retém grandes quantidades de água e pode expandir seu peso em até sete vezes, bloqueando o trato digestivo da pessoa

20/11/2015 16h44
Por: Redação
Correio

O consumo das sementes de chia, recomendada por diversos especialistas por ser uma fonte de nutrientes, auxiliar na desintoxicação, fortalecer os músculos e prevenir doenças cardiovasculares pode ser fatal para algumas pessoas.

É que o alimento, por reter grandes quantidades de água, pode expandir seu peso em até sete vezes. Além disto, quando a semente seca é ingerida, a chia pode bloquear o trato digestivo e levar a morte.

O caso foi observado recentemente nos Estados Unidos, quando um homem 39 anos precisou ser hospitalizado após consumir uma colher de chia seca e tomar água. Ao entrar em contato com a água, o grão expandiu e entrou em colapso no esôfago do americano.

Isso bloqueou a respiração e o trato digestivo do paciente, que correu risco de morte. De acordo com o estudo realizado pela médica Rebeca Rawl, a ingestão do alimento deve ser feita somente após indicação médica, e a ingestão de chias secas não deve ser feito em nenhuma hipótese.

É recomendado que a chia entre em contato com algum líquido antes de ser consumida, para que possa crescer suficientemente antes de entrar em contato com o interior do estômago. O estudo, chamado 'O Impacto da Semente de Chia no Esôfago', também apontou a existência de grupos de risco dentro os consumidores do alimento.

Os hipertensos (principalmente os medicados) estão no grupo de risco porque a semente reduz a tensão arterial, causando hipotensão; os hipotensos, que, segundo um estudo do Hospital St. Michael?s, em Toronto, no Canadá, podem sentir dor de cabeça, cansaço e sono em excesso, por conta da redução da pressão arterial; pessoas que tomam anticoagulantes, por conta do ômega 3 da chia, que, potencializa o efeito da medicação; hemofílicos, podendo ter hemorragias e hematomas pelo corpo; diabéticos, que, combinando com a insulina, intensifica a redução do açúcar no sangue; pessoas que tiveram operação no trato gastrointestinal, por intensificar as atividades locais; e, por fim, pessoas com diarreia, pelo mesmo motivo anterior.

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