O pai do garoto de 5 anos que morreu após cair da janela do prédio onde mora do bairro de Brotas, em Salvador, presta depoimento sobre o caso na tarde desta terça-feira (1º), em Salvador. Rafael Yokoshiro chegou acompanhado de advogados e não falou com a imprensa. Ele será ouvido pela delegada Maria Dail Rodrigues, titular da 6ª delegacia de Brotas. Pegadas de criança, achadas próximas à janela de onde caiu Guilherme Yokoshiro, de 5 anos, no dia 24 de novembro, em Salvador, estão sendo analisadas por peritos da Polícia Civil. O garoto morreu após queda do 6° andar do prédio onde morava com os pais. "O perito vai analisar se é algo recente ou mais antigo.Outra coisa que também está sendo analisada é a tesourinha encontrada no quarto da criança. Ela foi levada para análise, e o perito vai ver se tem impressão digital", explica Dail. Segundo a delegada, um dia após a morte da criança, a polícia recolheu a rede de proteção da janela de onde o menino caiu para que possam ser feitos testes de esforço e saber quantos quilos a rede aguentava. Já com relação às imagens das câmeras de segurança do prédio, afirma que os peritos estão tentando melhorar a qualidade do material, pois as imagens estão escuras. O pai de Guilherme, Rafael Yokoshiro, que estava cuidando da criança, havia saído de casa e deixado o menino sozinho no apartamento, na hora em que ocorreu o acidente. De acordo com a polícia, o porteiro do prédio disse em depoimento que Rafael Yokoshiro já tinha saído outras vezes durante a madrugada. A delegada pediu imagens das câmeras de segurança do prédio nos últimos dois meses, para investigar se Rafael costumava sair de casa durante os plantões da esposa, que é enfermeira.
A mãe de Guilherme disse em depoimento à polícia, no dia 25 de novembro, que não culpa o marido pela morte do filho. De acordo com a delegada Maria Dail Rodrigues, titular da 6ª delegacia de Brotas, que investiga o caso, Carla Verena, entretanto, disse ter ficado surpresa pelo fato do marido ter deixado o filho sozinho em casa, na hora do acidente. O tio de Guilherme Yokoshiro disse durante o enterro do garoto, no dia 24 de novembro, que o pai deixou a criança sozinha em casa porque decidiu sair à procura de atendimento médico. "O que nós tomamos conhecimento é de que o pai [Rafael Yokoshiro] estava se queixando de dores na perna, foi procurar o serviço de emergência, apenas isso. Essa foi a motivação da saída dele", disse Cristiano Golveia, tio e padrinho de Guilherme. Apesar da declaração do padrinho de Guilherme, a delegada Maria Dail Rodrigues, titular da 6ª delegacia de Brotas, que investiga o caso, disse que ainda é cedo para afirmar o que aconteceu, mas destaca que as investigações levam a crer que, aparentemente, foi um acidente. A criança foi enterrada no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador.
Queda O garoto de 5 anos morreu ao cair do sexto andar de um prédio no bairro de Brotas, em Salvador, na madrugada de 24 de novembro. A Central de Polícia (Centel) registrou um chamado às 3h37 da queda da criança. Segundo a delegada que acompanhou as primeiras investigações, Elaine Laranjeiras, o garoto caiu da janela do quarto dos pais. Segundo Maria Dail, que está frente do caso, o pai do menino, Rafael Yokoshiro, saiu de casa por volta de 1h40 e voltou duas horas depois. Já a mãe é enfermeira e estava trabalhando quando ocorreu a queda. "A gente vê na imagem [das câmeras do prédio] que ele chega em casa e dois minutos depois ele volta depressa. O elevador [a câmera] mostra ele já desesperado. Quando ele vê a criança já no solo, vem com ela no elevador e vai para o apartamento. É aí que os vizinhos ouvem os gritos de 'socorro: meu filho, meu filho'. Os vizinhos acordam e veem o que está acontecendo. Mas ninguém vê a criança caindo, exatamente. Infelizmente, a câmera não mostra. A gente ficou lá de manhã [terça] com o técnico do prédio tentando melhorar as imagens para ver se mostra o momento em que a criança cai", relatou a delegada. Para Maria Dail, as investigações indicam que a criança pode ter acordado e, vendo que estava sozinha, se desesperou. Segundo informações de moradores, o menino gostava de brincar de super-herói, dizia que era Batman e voava.
