Sábado, 04 de Julho de 2026 07:20
(71) 99663.6360
Acervo de notícias Greve

Greve de médicos chega ao 14° dia e UPAs em Camaçari

Apenas uma UPA, que tem o serviço terceirizado, está realizando atendimento

06/01/2016 17h12
Por: Redação
Varela Notícias A população da cidade de Camaçari, na região metropolitana, está enfrentando sérios problemas para receber atendimento médico. Das cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPA) existentes na cidade, quatro estão fechadas há 14 dias. As UPA?s de Arembepe, Monte Gordo, Nova Aliança e Vila de Abrantes suspenderam o atendimento desde o dia 23 de dezembro, quando os médicos do município entraram em greve. A categoria pede melhores condições de trabalho. Apenas a UPA Gleba A está em operação, já que conta com administração terceirizada, de acordo com informações do Sindicato dos Médicos (Sindimed). Todas as demais unidades, que não estão funcionando, são de responsabilidade da prefeitura. O presidente do sindicato, Francisco Magalhães, informou que o contingente de médicos não é suficiente, pois em locais que eram para ter quatro médicos tem apenas um. Além das condições ruins de trabalho, falta de medicamentos e aparelhos. Segundo a entidade, a categoria conseguiu, após mediação do Ministério Público do Trabalho, o pagamento de salários atrasados. A prefeitura negociou com o sindicato as revindicações dos médicos: recomposição do plantão com outros médicos, materiais, medicamentos, um plano de melhoria das condições físicas das unidades. Apesar de confirmar a falta de materiais e estrutura, a prefeitura não deu prazo para melhorias, segundo Magalhães. A prefeitura explicou que os pedidos emergenciais dos médicos como medicamentos e insumos básicos já foram providenciados. Contudo, as solicitações referentes à estrutura física das UPAs precisam de licitações e, sendo assim, eles não podem dar prazos. A prefeitura informou ainda que a greve foi decretada como ilegal no sábado (2) pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e que foi estabelecida uma multa de R$ 50 mil por dia. De acordo com o TJ-BA, a decisão foi expedida pela juíza de Segundo Grau Maria do Rosário, que destacou que os médicos não deixaram 30% dos servidores em atividade. O Sindimed informou que ainda não foi notificado da decisão do Tribunal de Justiça. Enquanto permanecer a paralisação, a população está sendo orientada a procurar serviços alternativos em casos de urgência e emergência, a exemplo do Hospital Geral de Camaçari (HGC), da UPA Gleba A ? Gravatá e do Hospital Menandro de Farias, em Lauro de Freitas. Outra opção é a utilização do SAMU, que mantém sua atividade normal. (Foto: Divulgação)
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.