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Trabalhadores aprovam lay-off na Ford Camaçari

O lay-off é uma medida adotada em casos de crise econômica, que suspende o contrato de trabalho e garante o pagamento da maior parte do salário

03/02/2016 11h19
Por: Redação
Da Redação Em assembleias realizadas nos três turnos, na segunda-feira (1º), os trabalhadores aprovaram em unanimidade o acordo de lay-off no Complexo Ford. A suspensão do contrato de trabalho foi a alternativa encontrada para evitar demissão em massa na montadora com a suspensão do terceiro turno a partir de março. O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari/CTB buscou uma solução nas negociações para garantir o emprego, já que a intenção da Ford era demitir quase 2 mil pessoas com o encerramento do terceiro turno. O lay-off é uma medida adotada em casos de crise econômica, que suspende o contrato de trabalho e garante o pagamento da maior parte do salário do funcionário através do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Além disso, o trabalhador em lay-off tem direito ainda a PLR proporcional, abono quem tenha trabalhado (120 dias de 01 de julho 2015 até 13 de março de 2016) e plano de saúde. Inicialmente, o lay-off dura cinco meses, podendo ser renovado pelo mesmo período. Neste tempo, o trabalhador precisa passar por cursos de capacitação profissional, oferecidos pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Desde o ano passado, o agravamento da crise tem provocado demissão em massa no setor automotivo, principalmente nas montadoras instaladas em São Paulo. Em Camaçari, o esforço e determinação do Sindicato e dos trabalhadores têm garantido o emprego no Complexo Ford. Nos casos envolvendo Voith e DHL, por exemplo, a maior parte dos trabalhadores foi absorvida pela Ford, após intensa luta do Sindicato. Este ano, os desafios aumentaram ainda mais, sendo preciso o compromisso de todos na luta pelo emprego. ?Temos que manter a mobilização na ordem do dia. As empresas não podem jogar a crise econômica que o Brasil atravessa nas costas do trabalhador. Nas negociações, defendemos medidas que preservem os empregos?, diz Júlio Bonfim, presidente do Sindicato.
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