O governador do Amazonas, José Melo, declarou em entrevista sobre a chacina no presídio em Manaus na última segunda-feira (2) que 'não havia nenhum santo', entre os 56 mortos durante a rebelião. A afirmação foi durante uma entrevista à rádio CBN nesta quarta-feira (4).
A resposta do governador veio quando ele foi questionado pela declaração do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que pontou que mais da metade dos presos mortos na rebelião não pertencia a facções criminosas. Ele havia argumentado também na terça-feira (3) que atribuir as mortes às facções seria uma forma simplista de explicar o massacre.
O governador explicou que não iria repercutir a declaração do ministro, mas ao comentar sobre os tipos de crimes dos condenados mortos, ele afirmou à CBN: "não posso fazer comentário sobre o que o ministro falou. Só sei dizer que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro do sistema penitenciário e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria no estado do Amazonas e que foi objeto disso".
O governador justificou ainda, na entrevista a superlotação dos presídios, que, segundo ele, é em função da retirada de circulação de toneladas de drogas o que teria levado ao superlotamento das prisões. Ele contou também que a previsão é de que o estado construa três novos presídios.