Humor, romance, história e uma dose de capa e espada nos moldes dos clássicos de Hollywood são a receita da novela das 18h, Novo Mundo, que estreia quarta-feira na Globo/TV Bahia. A trama começa na viagem que trouxe a arquiduquesa austríaca Leopoldina (Letícia Colin) ao Brasil para se tornar a esposa de Dom Pedro (Caio Castro).
Na mesma viagem, a bordo de um grandioso navio, a professora de português Anna Milmann (Isabelle Drummond) e o ator Joaquim Martinho (Chay Suede) se apaixonam. A novela é escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção artística de Vinícius Coimbra e é ambientada no Brasil do início do século XIX, entre 1817 e 1822. Thereza e Alessandro estreiam como autores principais, mas já trabalharam juntos como colaboradores de Avenida Brasil e A Regra do Jogo, de João Emanuel Carneiro.
Em entrevista ao CORREIO, eles falam sobre a importância do período em que se passa a novela para o país: “A onda revolucionária finalmente chegava aqui. Intelectuais se juntam a tantos setores que apoiam, por necessidade ou crença, a ruptura dos laços com Portugal. O Brasil começa a desenhar sua identidade. E ela é lindamente feita de índios, europeus, negros”.
Embora abordem temas históricos, os autores dizem que fizeram algumas concessões, afinal não pretendem dar uma aula de história: “A novela tem muitas licenças poéticas. Mas muitas coisas que de fato aconteceram parecem inventadas e muita coisa inventada parece história. Não alteramos os fatos históricos, não seríamos tão malucos assim. Mas trabalhamos com versões. E, dependendo de quem escreve a versão, alguém pode ser santo ou demônio”.
Apesar de o romance entre Anna e Joaquim ser muito importante na trama, os autores dão também destaque à arquiduquesa Leopoldina. Para eles, a austríaca, que se tornaria imperatriz, sempre teve a vocação de estadista. “Ela soube dar bases a Dom Pedro para que se tornasse o primeiro imperador do Brasil. Ela proclamou a Independência antes mesmo de Dom Pedro. Sabia da necessidade de cortar os laços com Portugal”.
História
Chay Suede, que vai protagonizar o romance da novela, acha que o público lembrará das aulas de história e isso pode aumentar o interesse na trama. “A novela traz muitas coisas que eu gostaria de ver em uma história épica como é a nossa. Vai ser divertidíssimo para quem está vendo e para a gente que está fazendo. Tem personagens que vão desde a realeza aos mais populares”, diz o ator.
Como de costume, alguém vai tentar atrapalhar a felicidade do casal protagonista. Em Novo Mundo, o algoz de Anna e Joaquim será Thomas Johnson, um oficial da Marinha inglesa que cuidou da segurança de Leopoldina durante a viagem. O vilão é vivido por Gabriel Braga Nunes.
Entre os personagens de destaque, há ainda os pais de Dom Pedro, Dom João VI e Carlota Joaquina, interpretados por Léo Jaime e Débora Olivieri. Como no filme Carlota Joaquina (1995), de Carla Camuratti, o rei satisfaz seu apetite entupindo-se com generosas coxas de frango, enquanto cumpre suas obrigações governamentais.
Entre os aspectos técnicos, a cenografia deslumbrante vai chamar a atenção do público, que viajará ao Rio de Janeiro do século XIX, antes da independência do Brasil. E a Europa será representada com toda a pompa da corte portuguesa, dos ingleses e dos austríacos.
Segundo o cenógrafo Paulo Renato, será um Brasil com resquícios coloniais, centrado no Rio. “Estamos representando essa cidade que Dom João encontrou, onde se estabeleceu e começou a fazer mudanças. Era uma cidade com construções escoradas umas nas outras. O viajante chegava e via aquele cenário, que, apesar de bagunçado, era lindo, graças à natureza”, diz Paulo Renato.
Cultura Morre, aos 95 anos, o dramaturgo Benedito Ruy Barbosa
Nos dias 23 e 26 Chocolat Bahia volta a Ilhéus com marca histórica de 17 edições e formato atualizado
Famosos Whindersson gera polêmica após piada sobre Haaland e Luísa Sonza; cantora reage: “Homem medíocre”
Revolta Zé Felipe detona atitude de Vini Jr após derrota do Brasil na Copa
Produção nacional Dia do Chocolate - a história do fruto originário e a importância de ressaltar seu protagonismo
O sonho acabou! Brasil perde para a Noruega, é eliminado nas oitavas e adia mais uma vez o sonho do hexa