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Agentes comunitários protestam contra extinção de atividade

As novas diretrizes da a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) prevê a extinção da atividade

04/10/2017 11h49 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
Agentes comunitários protestam contra extinção de atividade
No dia do Agente Comunitário de Saúde, celebrado nesta quarta-feira (04 de outubro), os trabalhadores da categoria se reuniram na Praça ACM, em Dias d’Ávila para protestarem contra as novas diretrizes da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). A proposta da PNAB prevê a extinção da atividade.

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               Roseli Rocha, secretária do Sindicato de Agente Comunitária e Endemias de Dias d’Ávila

“Esse ato significa que estamos contra a nova Política Nacional de Atenção Básica. Se for aprovada, essa será uma categoria em extinção. Mais de 100 agentes de endemias do município que estarão desempregados”, explica Roseli Rocha, secretária do Sindicato de Agente Comunitária e Endemias de Dias d’Ávila.

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      O grupo de agentes chegou cedo ao local e munidos com cartazes e balões pretos (Foto: Mais Região)

O grupo de agentes chegou cedo ao local munidos com cartazes, balões pretos e, de mãos dadas fizeram um círculo na Praça, para chamar a atenção das autoridades sobre os reflexos da nova proposta. “A nova PNAB propõe que apenas um agente comunitário desenvolva a atividade que seria de um agente de endemias, técnico de enfermagem e o a trabalho de agente comunitário, acúmulo de funções que o agente não está apito a exercer. Essa nova PNAB derruba os princípios éticos e morais da profissão”, observa Roseli Rocha.


PNAB-  A Proposta de nova política nacional permite financiamento de outras estratégias além do Saúde da Família e prevê integrações de equipes, como as comunitárias e a de combate a endemias; gestão também pode ser flexibilizada.

Pesquisadores que estudam Atenção Básica denunciam a falta de transparênci

Pesquisadores que estudam Atenção Básica denunciam a falta de transparência e debates públicos durante a construção do documento e ainda avaliam que, no contexto atual de ameaças ao SUS e limitação dos direitos, qualquer alteração em uma política tão importante deve ser vista com cautela. Eles mostram que, na verdade, o documento deixa muitas brechas para que a Atenção Básica seja prejudicada, em vez de aperfeiçoada. Entre as principais preocupações, estão a ausência de um número mínimo de agentes comunitários de saúde (ACS) nas equipes de saúde da família e o fim da indução financeira para implementação da Estratégia Saúde da Família nos municípios.


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        Os agentes fizeram um círculo na Praça, para chamar a atenção sobre os reflexos da nova proposta

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