Um edital de R$ 5 milhões para a promoção do artesanato baiano, para os próximos dois anos, foi lançado nesta terça-feira (9) em um evento que reuniu artesãos de mais de 20 municípios, no auditório da Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), em Salvador. A ação tem como objetivo facilitar o escoamento da produção de, aproximadamente, 13 mil artesãos.
"A arte de criar não pode estar presa. Estamos abrindo a possibilidade para que os artesãos possam comercializar melhor e ter mais apoio à produção. Com isso, a gente pretende aumentar a referência simbólica do artesanato baiano no Brasil e no mundo inteiro", destacou Rui.
Nos próximos 30 dias estará aberto o processo de licitação para que seja contratada uma organização social (OS) que irá trabalhar junto com a Coordenação de Fomento ao Artesanato da Bahia, vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE). “Com este edital, teremos o reforço de uma instituição que apoiará a comercialização e qualificação do artesanato. Além disso, a OS poderá estabelecer parcerias com a iniciativa privada para captação de recursos que serão investidos na produção de artesanato. Também teremos a possibilidade de agregar novas tecnologias que irão oferecer mais oportunidades aos artesãos e artesãs”, ressaltou a gestora da SETRE, Olívia Santana.
A expectativa da categoria é de que o artesanato baiano alcance um novo patamar após a contratação da instituição que irá ajudar a dinamizar e difundir a produção do Estado. Para a vice-presidente da Associação de Artes da Bahia, Rita Maria Matos, o lançamento do edital já é um marco. “A partir de agora, vamos construir uma nova história e estamos muito felizes com este apoio do Governo do Estado. A tendência é que possamos aperfeiçoar nosso trabalho e o artesanato baiano que já é conhecido nacional e internacionalmente será ainda mais valorizado”, destacou.
Carteira Nacional do Artesão e Artesã
Na ocasião, foram entregues 100 carteiras para artesãos e artesãs. O documento é exigência para que os profissionais possam emitir notas fiscais, exportar os produtos e participar de feiras de artesanato. A artesã Valdinea Lima, moradora do Quilombo Ibiara de Baixo, em Cachoeira, trabalha com a produção de materiais feitos com palha e recebeu a carteira. “Aprendi esse ofício com meus avós e estou muito feliz por este momento. Agora terei condições de comercializar meu artesanato em feiras maiores. Nunca imaginei que chegaria a este momento".
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