O médico Álvaro Ferreira, suspeito de matar a professora Danielle Christina Lustosa Grohs em dezembro, foi preso em Goiás por policiais de Tocantins que o monitoraram por uma semana. Álvaro foi localizado depois de postar uma selfie dentro de uma igreja. Ele será transferido para Palmas ainda nesta sexta.
Foragido, o médico chegou a mandar mensagens para a mãe da vítima, responder comentários em rede social e chegou até a conceder entrevista pelo telefone. Ontem à noite, ele acabou preso depois de postar no Facebook uma foto dentro da igreja Nossa Senhora da Conceição, em Anápolis.
Foto de médico em igreja de Anápolis foi postada por ele mesmo em rede social (Foto: Reprodução)
Álvaro estrangulou a ex-mulher, de quem se separava de maneira conturbada, já que ele não aceitava o fim da relação. O corpo dela foi achado em 18 de dezembro, dentro de casa. O médico chegou a ser preso no sábado (16), depois de invadir a casa e tentar esganar a ex-mulher. Ele foi solto na audiência de custódia no domingo, sem pagamento de fiança, e voltou para matar a professora.
O advogado de Danielle, Edson Monteiro de Oliveira Neto, diz que o ex-marido já tinha ameaçado a professora de morte outras vezes. Foi ele quem chamou a polícia no dia 18, ao tentar contato com a cliente o dia todo sem sucesso. A polícia invadiu a casa da vítima e já a encontrou sem vida, na cama.
No dia 16, Danielle mandou várias mensagens ao advogado depois de ser ameaçada pelo ex-marido. Ela pede que o defensor a ajude a conseguir uma medida protetiva. "Aonde é que você está? Eu preciso de você! O Álvaro acabou de me agredir novamente e eu preciso ir na delegacia para fazer uma medida protetiva novamente. Eu preciso de você aqui, eu preciso conversar com você. Aonde é que você está? Eu preciso que você venha aqui em casa, na frente aí, para a gente resolver isso aí.", diz ela, em áudio enviado ao defensor. No áudio, a professora afirma que o médico tentou matá-la. "Ele acabou de me agredir novamente. Ele quase me matou desta vez, entendeu? Então eu preciso que você me ajude agora, por favor. Aonde é que você está?"
A professora também deu detalhes sobre o que aconteceu. "Ele pediu para eu falar para ele. Pra eu dizer: meu amor, volta para casa. Que eu estou com saudades de você, que você é a minha vida, que você é a minha família. Volta para casa. Ele queria que eu escrevesse isso para ele", relata.
Os áudios foram incluídos no inquérito que corre na Delegacia de Homicídios.
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