Uma portaria publicada pelo reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, vem causando polêmica. Nela, a instituição proíbe a alimentação de animais nos campi. A medida é questionada por alguns estudantes, que se manifestaram nas redes sociais. O reitor, por sua vez, afirmou em nota que a portaria 001/2018 visa a proteção de pessoas e animais.
No documento, a instituição determina que os estudantes, técnicos administrativos, docentes e trabalhadores terceirizados "se abstenham de alimentar animais" nos campi.
Para o reitor, o ato é para evitar alguns riscos, como "à integridade física da comunidade Ufba", "à saúde pública decorrentes de zoonoses da proliferação de animais sinantrópicos (ratos, baratas, etc)" e dos próprios "animais que circulam nos campi da Ufba em razão da intervenção humana".
No Facebook, alguns internautas compartilharam a portaria e declararam que não estavam de acordo com a decisão.
Novo comunicado
Após a polêmica, a universidade publicou nesta quarta-feira, 16, uma nota sobre a decisão. A instituição afirmou que "esclarecemos, então, que a portaria 001/2018 recentemente publicada... não visa proibir a presença de animais, nem a proibir sua alimentação na Ufba", mas que serve para "ordenar os espaços mais apropriados e organizar melhor esse importante cuidado" aos animais. Leia na íntegra:
"A Administração Central considera de extrema importância a elaboração de uma política em relação aos animais que habitam os campi da UFBA, garantindo sua saúde e bem-estar, sem descuidar, porém, da fundamental segurança de estudantes, técnicos e docentes, bem como das pessoas que nos visitam (...) Esclarecemos, então, que a Portaria 001/2018 recentemente publicada, exortando a comunidade a se abster de alimentar animais em certos locais, não visa proibir a presença de animais, nem a proibir sua alimentação na Ufba, mas sim ordenar os espaços mais apropriados e organizar melhor esse importante cuidado".
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