O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), afirmou nesta quinta-feira (18), que só pretende tomar uma decisão se vai ou não se lançar ao Palácio do Planalto no final do mês de março.
Em entrevista à Rádio Metrópole, ele falou sobre a sua possível candidatura à Presidência da República, ressaltando que permanece dedicado ao trabalho no ministério. “Conduzir a economia brasileira ao crescimento, porque é isso que vai fazer a diferença. Se tudo indicar que serão criados mais empregos, que a inflação vai ficar baixa, que o Brasil está no caminho certo, aí posso pensar em outras alternativas. Sou uma pessoa muito focada, tenho uma concentração muito forte no meu trabalho, na minha missão e o que eu tenho que produzir como resultado. Depois, no tempo certo, vamos pensar”, afirmou.
O prazo final para desincompatibilização dos titulares de cargos públicos é o dia 7 de abril.
Meirelles disse que acha normal que haja preocupações de aliados. “As pessoas que possam ter algumas pretensões podem ficar preocupadas. Não estou me referindo a ninguém, mas às pessoas que podem se sentir ameaçadas por potenciais adversários no futuro. Há um ano e meio, quando assumi o ministério, houve uma preocupação com essa hipótese. As pessoas estavam se preocupando muito com isso e a minha resposta da época, vale até hoje. Fico honrado das pessoas reconhecerem o meu potencial”, completou.
Ainda na entrevista, o ministro voltou a dizer que o país saiu da recessão e vive uma fase de crescimento econômico. “Foi uma recessão que causou um número de desempregados que é sem precedentes, maior até que as crises do passado, mas já saímos. O Brasil já está crescendo, cresceu em 2017 e já acrescenta forte em 2018. Quando atingimos um nível baixo, isso é uma queda na produção, desemprego. Apesar de crescer bastante, sai de um ponto mais baixo. Alguém que desceu muito, mas começa a subir forte, mas saindo de um ponto mais baixo”, analisou.
“A boa notícia é que está crescendo, os empregos estão sendo criados. Só ano passado foi mais de 1 milhão de novos empregos. Para esse ano esperamos mais de 2,5 milhões de empregos, e tudo isso reforçado e facilitado por uma inflação baixa, levando em consideração o preço que sobe e desce, mas uma inflação mais baixa da história”.
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