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Morte de menina: dupla de PMs terá de entregar arma para perícia

Policiais, que alegam confronto no Santo Inácio, vão prestar depoimento no DHPP

26/01/2018 14h47 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio 24h
Morte de menina: dupla de PMs terá de entregar arma para perícia
Os dois policiais militares que participaram de uma ação no bairro de Jardim Santo Inácio, em Salvador, que resultou na morte da menina Geovanna Nogueira da Paixão, 11 anos, na manhã desta quarta-feira (24), terão que entregar as armas utililizadas no alegado confronto para a perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A informação foi confirmada ao CORREIO pela assessoria da Polícia Militar, segundo a qual a dupla, que não teve o nome divulgado, também vai precisar comparecer no Departamento de Homicidios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, para prestar depoimento sobre o ocorrido.

Após falarem sobre o incidente - os PMs contam que foram recebidos a tiros, por um grupo de suspeitos, na comunidade Paz e Vida -, os policiais devem continuar trabalhando normalmente. Isso porque, segundo a assessoria da corporação, não há nenhuma prova contra os PMs.

A investigação está com a 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DH/Central). Parentes e vizinhos da menina já foram ouvidos pela polícia, e disseram que não viram confronto e que os PMs chegaram na comunidade atirando. 

Relembre o caso
No dia do crime, Geovanna estava sentada no sofá de casa - um barraco improvisado -, quando resolveu sair para rua. Ela viu o avô, que chegava para fazer uma visita, e tentou ir ao encontro dele. Nesse momento, acabou atingida por um tiro na cabeça, e caiu na porta da residência.

Um estilhaço do projétil que matou a menina caiu no sofá onde ela estava sentada segundo antes, conforme contou ao CORREIO a avó da vítima, Valdete Maria Paixão, 66 anos. A comunidade e a família de Geovanna culpam a polícia pela morte.

De acordo com a vice-presidente da associação de moradores da comunidade, Cileide Gomes da Silva, os policiais estavam em um carro modelo Ford Ka, preto e sem padronização. O local, ainda de acordo com ela, é tranquilo e seguro.

A comunidade surgiu há cinco anos, e hoje moram lá 250 famílias. Geovanna vivia no local há cerca de oito meses com a avó, depois que os pais se separaram. O irmão mais novo dela, de apenas 5 anos, também presenciou o crime. A garota era aluna da Escola Municipal Jardim Santo Inácio.

O sepultamento de Geovanna acontece na manhã desta sexta-feira (26), às 10h, no Cemitério Municipal de Pirajá. A família da garota pretende denunciar o caso à Corregedoria da Polícia Militar.

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