Folha de S.Paulo revela informações prestadas à Polícia Federal pelo policial militar Abel de Queiroz, amigo íntimo do presidente Michel Temer. O jornal mostra que o PM declarou ter ido ao menos duas vezes ao escritório do advogado José Yunes para fazer entregas de dinheiro, no período de 2013 a 2015.
A Folha enfatiza, contudo, que o PM responde à acusação de integrar organização criminosa. “PM diz ter feito entrega em dinheiro a amigo de Temer”, informa o título principal da Folha.
O policial trabalhava como motorista de uma transportadora de valores contratada por empresas investigadas pela Lava Jato, entre elas a Odebrecht. Abel é testemunha no inquérito que apura pagamentos, pela empreiteira, de R$ 10 milhões a campanhas do MDB, supostamente acertados com Temer no Palácio do Jaburu, em 2014.
O Estado de S.Paulo trata do agronegócio na manchete e afirma que trabalhadores do setor querem propostas para a área durante a campanha presidencial de outubro. O jornal comenta o aumento da violência no campo e o surgimento de quadrilhas especializadas em roubo de maquinários e de insumos.
Pelo menos quatro pré-candidatos à presidência têm propostas para o setor e, de acordo com o Estadão, Jair Bolsonaro (PSL) é o que mais tem falado sobre o tema. “Agronegócio cobra candidatos por maior segurança no campo”, sublinha a manchete do Estadão.
O Globo apresenta levantamento feito junto ao Ibama e às secretarias estaduais do Meio Ambiente, destacando que empresas condenadas a pagar multas por crimes ambientais honram apenas uma pequena parte da dívida. Segundo o matutino, a fiscalização deficiente, as brechas na legislação e a morosidade da Justiça são fatores que dificultam o pagamento das multas.
Desde 2015, quando ocorreu o vazamento da barragem em Mariana (MG), empresas do Pará e de Minas foram condenadas a pagar multas que somam R$ 784,9 milhões. No entanto, até o momento, apenas 3,4% desse valor foram efetivamente pagos. “Empresas pagam só 3,4% das multas ambientais”, destaca a manchete do Globo.
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