Por maioria absoluta, a Câmara de Mata de São João rejeitou o projeto de reestruturação de cargos e salários de autoria do executivo municipal. A votação foi o principal tema discutido durante a sessão ordinária, na noite desta terça-feira (29).
A iniciativa, que criava o cargo de analista em quatro níveis, foi rejeitada por sete dos 13 vereadores. Além dos cinco vereadores de oposição, Elcinho (PR), Sérgio Bogoió (PSD), Paulo Bolinha (PR), Paulo Henrique (SD) e Tiago de Zezo (PT), dois parlamentares da base, Pastor Sandro (PRB) e Beto de Amado Bahia, também votaram contra.
Os vereadores Jair Bispo (PTB), Nenem de Dadinho (PTB), Marcus Theófilo (DEM), Ricardo Matense (PSDB) e Zé do Relógio (PSDB) votaram a favor do projeto. O presidente da Casa, Agnaldo de Lulu (DEM), ficou impossibilitado de votar.
Líder de governo na Câmara, Pastor Sandro, justificou seu voto contrário a proposta do executivo. “Não se trata da base rachada. Mas se trata de personalidade própria... Votar na criação e reestruturação de cargos e salários significa sim concurso público a vista. Significa sim centenas de matenses desempregados. Eu votei contra em 2014 e alertava aos meus colegas vereadores e muitos não foram reeleitos”, disparou.
De acordo com a mensagem do prefeito enviada à Câmara, o projeto de Lei tinha como objetivo organizar a quantidade, vencimentos e atribuições dos cargos efetivos, servidores públicos submetidos ao regime estatutário e admitidos por intermédio de concurso público.
"Pela primeira vez nós vamos ter um projeto de Marcelo reprovado aqui na câmara, inclusive pela própria base, pois os vereadores estão compreendendo o momento de crise financeira, as dificuldades que o município vai enfrentar e a falta de oportunidade que a população de Mata de São João terá”, alertou Tiago de Zezo (PT).
Para o vereador Ricardo Matense, o projeto tem como objetivo "atualizar a estrutura da prefeitura extinguindo, por exemplo, o cargo de digitador", defendeu.