O prefeito Marcelo Oliveira voltou a falar sobre a possibilidade de administrar o serviço que hoje é executado pela Embasa em Mata de São João. Em entrevista ao Programa Acorda Cidade transmitido pela Rádio Laser FM, o gestor criticou o serviço executado pela empresa, após ser indagado por um ouvinte acerca da falta de água na localidade do Vinte Mil.
“Em relação a água do Vinte Mil, nós já fizemos várias tentativas de cavar postos isolados para que a própria prefeitura faça o abastecimento de água, que é o que a gente já tem feito, quando a Embasa não cumpre com sua obrigação de levar a água para a população”, observa Marcelo.
Conforme o prefeito, a água no Vinte Mil não é de boa qualidade e não tem como fazer tratamento por conta da exploração de petróleo na área. “A única maneira é abastecer a comunidade é trazendo a água do sistema da Embasa, que na sede do município é farta e de boa qualidade. Então, a empresa não faz, por conta do faturamento que é muito pequeno”, explica.
Ao finalizar o assunto, o prefeito frisou que antes de terminar seu mandato, pretender tomar o serviço que é desenvolvido pela Embasa no município. "Antes do fim do mandato vamos tomar o serviço da Embasa", finaliza.
EMAS
O projeto de autoria do executivo, que propõe a criação da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) para gerir o fornecimento de água e esgotamento sanitário e serviços de limpeza pública e coleta de lixo foi aprovado na Câmara Municipal de Mata de São João, por maioria dos vereadores e sancionado em março de 2017.
A prefeitura realizou várias audiências públicas em diversos bairros do município, para tratar da atuação da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS). As reuniões aconteceram nas localidades do Entroncamento, Diamante, Baixio, Caboré, Pau Grande (Litoral) e Distrito de Amado Bahia.
Em junho de 2017, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deferiu liminar, que suspendeu os efeitos da Lei 639 que criou a Empresa Municipal de Água e Esgoto (EMAS).
Em setembro do mesmo ano, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) voltou a deferir a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que suspende a Lei (656/2017), que criou a Empresa Municipal de Água e Esgoto (Emas). A ação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com anuência da Embasa.
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