A manutenção e conservação dos banheiros públicos sempre foi uma questão difícil de solucionar, pois nem sempre as partes responsáveis cumprem com o seu papel. Em Mata de São João, os banheiros públicos instalados dentro do Parque da Cidade é um retrato da má conservação por boa parte dos usuários – é o que revela as pessoas que utilizam o espaço.
A reportagem do Mais Região esteve no Parque na manhã desta quarta-feira (4) e ouviu alguns usuários sobre a limpeza e manutenção do espaço. A maioria das opiniões coletadas apontam que a falta de cuidado é proveniente de alguns usuários que não preservam a estrutura e outros que destroem o patrimônio público.
A soteropolitana Silva Pereira, que está a passeio pela cidade, e utilizou pela primeira vez o equipamento, se surpreendeu por encontrar o espaço limpo, mas insatisfeita por não ter como enxugar as mãos. "O ambiente não tem um odor forte como costumamos sentir em outros locais públicos. A única questão ruim é a falta de papel higiênico e toalha’’, explicou.

O espelho que estava instalado no banheiro foi quebrado (Foto: Carolina Torres/Ag. Mais Região)
Quando inaugurado em abril de 200
Quando inaugurado em abril de 2006, os banheiros possuíam espelhos, fechaduras nas cabines e até mesmo recipientes para o armazenamento de sabão liquido. Com o passar dos anos, o ambiente vem apresentando sinais de depredação e de descuido por não conter materiais básicos de higiene pessoal como papel e sabão para lavar as mãos.
De acordo com uma agente de limpeza, a higienização do local é feita de domingo a domingo. Uma pessoa fica pela manhã e outra à tarde, mas que nem sempre é possível manter o ambiente limpo por muito tempo devido ao fluxo de pessoas que passam pelo local.
Nilton Araújo, que reside a cerca de 53 anos no município, e frequenta diariamente o Parque da Cidade, contou ao Mais Região que observou um problema no banheiro masculino há alguns meses. ‘’A água do ralo está retornando, então o chão do banheiro nunca fica seco e limpo, por conta do esgoto entupido. Ao invés da água escoar, ela retorna para espaço’’, afirmou.

O local apresenta condições que deixam a desejar (Foto: Carolina Torres/Ag. Mais Região)
No banheiro feminino, os usuários sentem falta do espelho, sabão, papel toalha e higiênico, sem contar que apenas duas cabines estão funcionando e as outras duas interditadas. A agente de limpeza, que realiza o serviço no local, não tem um lavatório adequado para a lavar o esfregão que é utilizado para limpar o chão e o material de limpeza fica "guardado" próximo ao lavatório.
Comerciantes e trabalhadores locais também desabafaram que alguns clientes reclamam constantemente da manutenção e limpeza. "Nem sempre os banheiros estão limpos para serem utilizados, a própria população não preserva o patrimônio público’’, pontuou a funcionária de um dos kiosque do Parque.
Parte interna das cabines (Foto: Carolina Torres/Ag. Mais Região)
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