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Geral Após decisão do TSE

PT insiste em Lula e afronta Judiciário na TV e nas ruas

Barrado pelo TSE, ex-presidente e Haddad protagonizam programa; Bolsonaro fala de família; Marina aposta nas mulheres e Alckmin defende eleição sem ‘raiva’

01/09/2018 22h10 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: Estadão

Depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato –, o PT manteve o discurso e afrontou a Justiça eleitoral no programa eleitoral na TV e nas ruas insistindo na postulação do ex-presidente nas eleições 2018. No palanque eletrônico do partido, Lula dividiu o protagonismo com o candidato a vice na chapa, Fernando Haddad, sem que ficasse indicado claramente quem é o presidenciável petista. O ex-presidente, inclusive, teve mais exposição no programa que o seu provável sucessor.

A propaganda da sigla foi aberta com uma mensagem que classificava a decisão do TSE como “mais um duro golpe” contra “a vontade do povo”. “A coligação ‘O Povo Feliz de Novo’ vai entrar com todos os recursos pelo direito de Lula de ser candidato". Em uma declaração exibida no programa, o ex-presidente também atacou, sem especificar casos, as decisões judiciais. “Sei como vou passar pela história. Não sei como eles vão passar. Se eles vão passar como juízes ou algozes.”

Em visita a Garanhuns (PE) neste sábado, Haddad também discursou contra a decisão do TSE e disse que o partido vai lutar para manter a candidatura do ex-presidente. A jornalistas, o ex-prefeito de São Paulo disse que "a Justiça eleitoral neste caso talvez não seja a última palavra, vamos estudar ao longo do fim de semana."

"Ele precisa de nossa solidariedade e empenho, lutar por ele hoje é lutar pela democracia". 

Em sessão extraordinária que durou mais de dez horas e terminou nesta madrugada, o TSE barrou o registro da candidatura de Lula e deu um prazo de dez dias para a troca da cabeça de chapa. A Corte, porém, autorizou a veiculação do programa presidencial do PT no horário eleitoral, desde que o ex-presidente não apareça como candidato. 

Por 5 a 2, os ministros haviam determinado que o partido não veiculasse a propaganda eleitoral até a troca do presidenciável, mas, ao fim da sessão, a Corte Eleitoral, em reunião fechada, reviu a decisão e liberou o horário eleitoral da legenda.

No programa do rádio, veiculado a partir das 7h de ontem, Lula foi apresentado como presidenciável porque a decisão do TSE ocorreu num prazo inferior ao mínimo de seis horas de antecedência para a veiculação.

Lula foi condenado no ano passado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá (SP). A sentença foi confirmada, em janeiro deste ano, pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que ampliou a pena para 12 anos e 1 mês de prisão. Ele foi preso em abril e, em agosto, o PT registrou a candidatura do ex-presidente no TSE.

Com boa parte das imagens gravadas na frente da sede da Polícia Federal em Curitiba, Haddad disse no programa que fazia “um juramento de lealdade a Lula”. 


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