Debate do SBT Segundo colocado nas pesquisas, o candidato do PT, Fernando Haddad, foi o principal alvo de ataques no debate SBT/UOL/Folha de S. Paulo entre presidenciáveis. Haddad foi atacado inclusive por adversários do campo da esquerda, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Desde que foi apresentado como cabeça de chapa petista, o ex-prefeito está em curva crescente nas pesquisas - ontem apareceu com 21% das inteções de voto, segundo levantamento Ibope/CNI. A estratégia do voto útil foi deixada de lado, exceto nas considerações finais do encontro.
Logo no primeiro bloco, o ex-ministro travou embate com Marina, colega de Esplanada durante a gestão de Lula. Um tentou responsabilizar o outro pelo governo do presidente Michel Temer. A candidata lembrou que Haddad foi “pedir bênção” do senador Renan Calheiros (MDB), que apoiou o impeachment. “Quem botou o Temer lá foram vocês. Ele traiu a Dilma e não teria conseguido chegar à Presidência se não fosse a oposição”, rebateu Haddad.
Marina disse ainda que num possível segundo turno entre o petista e Bolsonaro, como indicam as pesquisas, ela não apoiaria nenhum dos dois. Em 2014, a candidata apoiou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno contra Dilma Rouseff (PT).
Outro ex-ministro da era petista, Ciro Gomes criticou ainda mais diretamente o partido de Haddad. “Se puder governar sem o PT, eu prefiro. Neste momento, o PT representa uma coisa muito grave, porque transformou-se numa estrutura de poder odienta que acabou criando o Bolsonaro, essa aberração”.
Pouco depois, questionado sobre a participação do ex-presidente Lula em seu eventual governo, Haddad desviou da pergunta para rebater a crítica de Ciro. “Acabo de ver Ciro dizer que não pretende governar com o PT, mas há poucos meses me convidava para ser vice, dizendo que seria a chapa do dream team. Não é assim que se faz política, demonizando quem não está junto”.
O tucano Geraldo Alckmin repetiu a estratégia de se colocar como alternativa à polarização. “De um lado a volta do PT, que levou o país a 13 milhões de desempregados, uma irresponsabilidade nas contas públicas, um projeto de poder só de ganhar eleição. O Brasil para eles é secundário. De outro lado, evitar a insensatez de um candidato que não tem as menores condições, que representa o que há de mais atrasado na política, uma intolerância num país tão plural como o Brasil”, disse.
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