O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira (28) que tem "alertado a população que não podemos ir ao 2º turno da insensatez". Segundo ele, a situação do Brasil não é simples e "precisamos buscar um caminho que não seja no extremo".
As declarações foram dadas à Rádio Ipanema de Sorocaba (SP) no início da manhã. O presidenciável também tinha agendado uma entrevista a uma rádio de Araçatuba, mas ela não ocorreu.
Na entrevista, Alckmin falou sobre a possibilidade de grandes viradas nos últimos 10 dias de campanha. "Eleitor vai amadurecendo e fixa o voto mais pro final."
A última pesquisa eleitoral do Ibope, divulgada na terça-feira (26), mostrou Alckmin com 8% das intenções de votos, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que tem 27%, Fernando Haddad (PT), com 21%, e Ciro Gomes, com 12%. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
13º salário
O presidenciável também comentou a polêmica envolvendo declaração do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão, sobre o 13º salário. Em palestra nesta quarta (26) na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS), o general discursou contra fatores que, segundo ele, encarecem a contratação de mão de obra. Nessa fala, ele chamou o 13º de "jabuticaba". No fim da tarde, divulgou nota na qual disse que teve a declaração intepretada de forma "equivocada" e de forma "descontextualizada".
Bolsonaro, por sua vez, disse nesta quinta-feira (27) em sua página no Twitter que só critica o 13º salário quem desconhece a Constituição. Ele ainda classificou a crítica como uma "ofensa" a quem trabalha.
Para Alckmin, a declaração de Mourão "mostra bem o despreparo". "Como pode o Brasil, um país desigual e injusto propor isso. Quando analisamos, não tem nada a ver com direitos dos trabalhadores.”
O candidato do PSDB falou ainda sobre medidas para melhorar a economia, como reforma bancária, privatizações e redução de ministérios. “E aí vamos investir em infraestrutura e políticas públicas.”