Está preso no Conjunto Penal de Jequié, no Sudoeste da Bahia, Ivanildo Santos Andrade, que nesta quarta-feira (3) matou com um botijão de gás o vizinho Filipe Sena Santos e depois roubou o celular da vítima.
O crime ocorreu no interior da casa de Filipe, no bairro Joaquim Romão. Segundo a polícia, o caso foi registrado como latrocínio – matou para roubar. Não há suspeitas de que os vizinhos, ambos com 27 anos, tinham rixa anterior.
Após o crime, Ivanildo foi cercado por populares da rua onde moravam, e por pouco não foi linchado. A Polícia Militar chegou na hora que as pessoas o seguravam e batiam nele.
O delegado Sérgio Guerra, da Delegacia Territorial de Jequié, informou que Ivanildo ficou preso por quatro anos na unidade prisional, para onde foi por ter matado o próprio pai e o irmão também com “pancadas com objeto contundente”. “Não sei bem ao certo o objeto usado no crime do duplo-homicídio, nem os motivos, pois não cheguei a acompanhar o caso. O que temos de informação é que esse rapaz tem problemas mentais e é muito agressivo, antissocial”, disse.
Morte em presídio
Em Vitória da Conquista, também no Sudoeste, a polícia investiga as causas da morte de um detento no Conjunto Penal que foi inaugurado há dois anos. O preso, que não teve o nome divulgado, foi encontrado enforcado na madrugada desta quinta-feira (4).
De acordo com o Conselho Penal de Vitória da Conquista, esta já é a 8ª morte de preso dentro do Conjunto Penal, onde até 20 de setembro havia 962 detentos num espaço construído para 750, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
“Tem cela onde cabem 8 presos e já tem 17, está uma situação que aos poucos vai ficando cada vez mais preocupante”, disse Marcos Rocha, membro do Conselho Penal de Vitória da Conquista.
Procurada, a direção do Conjunto Penal de Vitória da Conquista informou que não ia se manifestar sobre a morte do preso, declarou apenas que investiga o caso. A unidade prisional é administrada pela empresa Socializa, em cogestão com o Governo da Bahia.
Recentemente, a Socializa foi envolvida numa operação da Polícia Federal de combate a compra de votos nas eleições de 2016, e que teve como alvo principal o vereador Rodrigo Moreira (PSB), afastado do cargo desde 30 de agosto, dia da operação.
Segundo a polícia, o vereador, com anuência da direção da Socializa, conseguiu empregar no presídio várias pessoas que lhe deram o voto. Até agentes de ressocialização, que fazem a custódia dos presos, foram empregados, diz a PF.
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