A campanha do candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, já espera contar com os apoios declarados de Ciro Gomes (PDT) e do PSB para um eventual segundo turno da campanha presidencial. Nos bastidores, Haddad vê com preocupação o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno da campanha, mas aposta que a única chance de o adversário vencer a disputa é se tivesse uma vantagem suficiente de ganhar a eleição já neste domingo, 7.
Caberá ao próprio Haddad fechar o acordo com Ciro. Para os demais partidos, serão nomeados outros interlocutores. Em caso de segundo turno, a campanha do petista deve ser reforçada com governadores e parlamentares petistas eleitos, além de novos aliados.
O ex-ministro Jaques Wagner, candidato do PT ao Senado pela Bahia e que chegou a ser cogitado como candidato presidencial, deve assumir uma função na coordenação de Haddad. Os detalhes serão acertados com o baiano nesta segunda-feira, 8, em São Paulo. No dia seguinte, o comando nacional da legenda pretende fazer uma reunião ampliada para articular os próximos passos da corrida ao Planalto.
Entre os aliados do presidenciável, permanece a divergência do primeiro turno sobre a postura de Haddad em uma eventual segunda etapa da eleição. Enquanto uns acreditam que o candidato deve subir o tom e manter os ataques contra Bolsonaro, outros defendem um discurso mais concentrado em propostas e no esvaziamento "natural" do candidato do PSL. A discordância ficou clara em conversas reservadas de petistas que estiveram com Haddad na manhã deste domingo, 7.
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