A ex-ministra baiana Eliana Calmon declarou apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno e irá se desligar da Rede, sigla que recomendou aos filiados que não votassem no capitão.
Eliana afirmou que, com o apoio, não pretende conseguir um cargo em um eventual governo do candidato do PSL. “Quero contribuir como cidadã brasileira. Eu não quero cargo. Eu sou uma mulher independente, tenho escritório de advocacia e sou aposentada. O que eu quero é ser interlocução, para dar informações, contribuir de alguma forma, como alguém que viveu 40 anos no Judiciário”, disse ao site bahia.ba.
Ex-corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça, Eliana defende como bandeiras o combate à corrupção no Poder Judiciário, fortalecendo os órgãos de fiscalização; além da defesa das mulheres, com equiparação salarial entre os gêneros. “Nós conversamos, disse a ele que era no sentido dessas bandeiras, e ele concordou”, declarou a ex-ministra.
Apesar do recente compromisso em defesa do gênero feminino, o candidato do PSL, no entanto, declarou, em 2016, ser contra a equiparação salarial entre homens e mulheres. “Eu não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”, disse Bolsonaro em entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, na RedeTV!,.
Desfiliação – A conversa de Eliana com Bolsonaro foi na quarta-feira (10). Na madrugada desta quinta-feira (11), a Rede recomendou aos filiados que não apoiassem o capitão, embora a legenda não tenha declarado apoio ao opositor Fernando Haddad (PT). Diante disso, a ex-ministra decidiu pela desfiliação, que está sendo formalizada nesta quinta.
“Acho que temos que ter opiniões democráticas respeitadas. Dessa forma, estou seguindo não na política partidária com o PSL, mas estou me solidarizando com a política que está sendo pedida pelo candidato nessa oportunidade”, justificou.
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