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Política em Foco declaração

Gualberto defende que o PSDB seja independente

O parlamentar minimiza o resultado negativo que os tucanos baianos obtiveram na eleição ao Congresso Nacional

10/11/2018 10h12
Por: Redação Fonte: Tribuna da Bahia
Gualberto defende que o PSDB seja independente

O presidente do PSDB na Bahia, João Gualberto, defende que a legenda tenha um posicionamento mais independente nos próximos anos. O deputado federal, que decidiu não concorrer nas eleições de 2018, afirma que os tucanos podem lançar um nome para o pleito municipal de 2020. "Acho que todos os partidos deveriam lançar candidatos a cargo majoritários, seja prefeito, governador ou presidente. Sempre defendi isso. Para presidente, o PSDB nacional sempre tem um candidato. Aqui na Bahia, não. Acho que tem que haver a disputa. Como tem dois turnos, sempre defendi isso em Salvador", afirma à Tribuna. "Temos que ver o nome que reunirá melhores condições. Agora é muito cedo".

O parlamentar minimiza o resultado negativo que os tucanos baianos obtiveram na eleição ao Congresso Nacional. "O PSDB não só na Bahia, como também no Nordeste, sempre foi um partido pequeno em função da força do PT. Enquanto nós somos fortes no Sul, Centro-Oeste e no Sudeste, aqui somos fracos e é justamente onde o PT é forte. Não teve maiores mudanças". "Dessa vez eu não fui candidato a deputado, Jutahy concorreu ao Senado e Imbassahy perdeu a eleição. Foi uma perda de deputados federais. Nos deputados estaduais, tínhamos três e continuamos com três. É uma perda que vários partidos tiveram. Não vejo isso como uma mudança de rumo", completa.

João Gualberto defende que o PSDB tenha posições mais claras a partir de agora. "Acho que o partido como um todo tem que mudar o rumo, a figura do partido. A gente tem que ter posições claras para a sociedade. Quando você disputa a eleição para presidente, a população coloca você no campo da oposição. Acho que tem duas situações agora: uma é votar nos projetos de interesse no Brasil e não se tornar um partido adesista. Têm vários partidos no Brasil que são adesistas. Acho que cada partido tem que ter a sua posição, as suas verdades, e entrar aos poucos em sintonia com a sociedade. E não ter adesismos logo de cara", alfineta. Ele revela que o partido na Bahia, hoje, tem duas correntes. "Sempre defendi que o posicionamento do PSDB após o impeachment que nunca deveria participar do governo. Fui vencido pela corrente de Imbassahy, que defendia a participação no governo. Defendeu ir para o governo Temer, votou contra a investigação do Temer... São duas correntes do PSDB".

O deputado tucano também não deixa de tecer críticas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. "Imbassahy tem uma linha mais governista. Quando ele foi candidato a prefeito em 2008, foi apoiado pelo PT de Wagner, que estava no governo. Depois do impeachment, foi para o governo Temer e agora está com Bolsonaro e João Dória. Era esperada a posição dele". "Jutahy está repensando a vida dele. Perdeu a eleição agora. É tudo prematuro. As pessoas têm que pensar o que houve de fato. Ele não está construindo pontes para entrar em governo. [...] É uma posição sensata e não aquela de ficar querendo ser governo de qualquer jeito".

João Gualberto justifica ainda a sua decisão de não concorrer à reeleição neste ano por ter se decepcionado com o parlamento. "Sempre falei que gostei muito do Executivo, me realizou. Do legislativo eu não gostei da rotina de trabalho, é uma rotina que não anda. [...] No legislativo os políticos conseguem enrolar as pessoas por muitos anos. Como eu não gosto de enrolar ninguém, então não me dei bem no parlamento", disse, não descartando a possibilidade de ser candidato a prefeito de Salvador em 2020. Indagado se é contra ou a favor de o PSDB ser oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ele é taxativo. "Oposição não. Temos que mudar isso. Oposição é o PT, que é oposição ao Brasil. [...] "Sempre defendi votar nos projetos de interesse do país".

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