O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta sexta-feira, 30, que não vai prorrogar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro quando assumir a Presidência, em janeiro.
A intervenção no Estado foi iniciada em fevereiro deste ano e tem previsão de encerramento para o próximo dia 31 de dezembro.
"Eu assumindo, não prorrogarei. Se quiserem falar em GLO (Decreto de Garantia da Lei e da Ordem), eu dependerei do Parlamento para assinar", afirmou ele na manhã desta sexta, após participar de evento de formatura de sargentos da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.
O presidente eleito voltou a defender a necessidade de uma retaguarda jurídica para os agentes de segurança. "Não posso admitir que um integrante das Forças Armadas, da Polícia Militar, Polícia Federal, entre outros, após cumprimento da missão, respondam a um processo", declarou.
Letalidade policial. Durante a intervenção federal, o número de pessoas mortas por policiais vem crescendo no Estado do Rio. No mês de outubro, foram 127 ocorrências, um aumento de 30% em relação ao mesmo mês de 2017, e de 17,5% na comparação com setembro passado. Em nove meses de intervenção, o número de mortes decorrentes da ação policial somou 1.151 no Estado.
O mês com mais óbitos do tipo desde o início da intervenção foi agosto: 175 casos, quase seis por dia. Em agosto de 2017, foram 70. Nos nove meses desde o decreto, morreram em serviço 24 policiais (militares e civis); no mesmo período de 2017, foram 20.
Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP), braço estatístico da Secretaria de Segurança do Estado, que divulga os indicadores todo mês. Segundo o boletim, apesar da letalidade policial, os homicídios dolosos, embora ainda num patamar bastante alto, caíram 22% em relação a outubro de 2017 – 378 registros, ante 486.
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