O ex-ministro da Educação na gestão de Michel Temer, Rossieli Soares, voltou a negar responsabilidade por mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos. Conforme o jornal O Estado de S.Paulo revelou, o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 2 de janeiro retirava a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas, deixava de proibir publicidade e o controle de erros passava a ser menos rígido.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o ex-ministro e agora secretário da Educação em São Paulo, disse que não sabe o que aconteceu e que espera não ter havido boicote de servidores ao governo de Jair Bolsonaro.
"Nós não fizemos nenhuma alteração, não entendemos o que aconteceu, não posso me responsabilizar sobre publicações no Diário Oficial do dia 2 de janeiro, quando já não era mais ministro", afirmou.
Rossieli Soares voltou a falar que a única mudança no edital feita pela gestão anterior envolvia o esclarecimento de regras sobre arquivos audiovisuais que acompanham os livros didáticos. No edital publicado, metade de um item que se referia às mulheres foi cortado em relação à versão anterior. O ex-ministro declarou que não haveria motivo para este tema ter sido suprimido.
Para Soares, é difícil apontar se a publicação foi feita de forma equivocada ou se houve boicote. "Não sei se houve alguma coisa intencional de algum colaborador, não posso responder por isso", afirmou. "Eu espero que não seja (boicote), porque eu torço para que o novo ministro dê certo, pelo bem do Brasil."
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