A revelação do esquema de candidaturas femininas de fachada simplesmente para que partidos atingissem o percentual mínimo de candidatas trouxe de volta ao Congresso a discussão sobre a cota de vagas para mulheres nas eleições.
No primeiro mês de trabalho do Legislativo foram apresentados dois projetos que levam em consideração o desvio de recursos a partir de candidaturas de laranjas.
O primeiro, de autoria do senador Major Olímpio (líder do PSL no Senado) acaba com o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral.
"No momento em que se estabeleceu o percentual de 30% para as mulheres, está claro agora que acabaram sendo conduzidos recursos para mulheres sem grande potencial eleitoral que servissem justamente de guarda-chuva para as campanhas dos marmanjos", disse o senador, líder do PSL no Senado e presidente da legenda em São Paulo. O partido do presidente Jair Bolsonaro foi um das siglas que adotaram a prática.
O outro projeto, da semana passada, extingue o percentual mínimo de candidatas e é de autoria do senador baiano Ângelo Coronel, (PSD).
Ele justifica que a participação feminina nas últimas eleições não se mostrou diferente do patamar histórico. Se aprovados até outubro, podem já valer para as eleições municipais de 2020.
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