O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira, 3, que a Previdência Social no formato atual de repartição está condenada. "A repartição é um avião partindo para alto mar sem combustível. A primeira bomba a bordo é a demográfica. O sistema está condenado antes de a população brasileira envelhecer, não interessa quem estiver no poder, o partido que for", afirmou, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Guedes deu exemplos de países como Grécia e Portugal em que houve um colapso da Previdência. "A dimensão fiscal é incontornável, independentemente do partido, não tenho filiação partidária, é um problema que está se impondo, independente de quem estiver na Presidência", reforçou.
O ministro destacou que os gastos públicos subiram ao longo dos últimos 40 anos até atingir 45% do PIB e disse que o principal componente para a explosão dos gastos foram as despesas com pessoal. "Dentro desses gastos com pessoal, o elemento de déficit galopante foi a Previdência Social. Gastamos 10 vezes mais com a Previdência no ano passado do que com o futuro, que é a educação", completou.
Guedes ressaltou também o crescimento também de gastos "menos nobres" do que a Previdência, como com a dívida pública e com os salários do funcionalismo. Ele abriu sua fala elogiando os deputados, que disse serem "extremamente qualificados" para o exercício da profissão e que já estão informados sobre o tema.
"É um tema que cria muita paixão política e efeito social dependendo de como é feito. Quem vai votar isso são os senhores, eu sou meramente um equacionador, uma pessoa que se debruçou sobre sistemas alternativos de forma a dar uma solução definitiva para o problema", completou.
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