O número de casos de sarampo confirmados na Bahia já chega a 22, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). A maior parte dos casos foi registrado em Sano Amaro. Além disso, há cinco casos importados - ou seja, cuja contaminação ocorreu fora do estado, mas a notificação aconteceu aqui.
Foram confirmados até agora 12 casos em Santo Amaro, 5 em Gandu, 1 em Ituberá, 1 em Jacobina, 1 em Palmeiras, 01 em Salvador e 1 em Andorinhas. Os casos importados foram notificados 1 em Porto Seguro, 1 em Salvador, 1 em Souto Soares e 2 em Caetité.
Na Bahia, até a semana epidemiológica 41, foram notificados 536 casos suspeitos de sarampo, sendo 282 descartados, 22 confirmados e 232 permanecem em investigação.
Vacinação
Na segunda-feira (7), começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a doença. Até a semana passada, um terço da população baiana com menos de 50 anos ainda não estava imunizada contra a doença. De acordo com informações da Coordenação de Imunização da Sesab, até setembro, a cobertura vacinal na Bahia contra o sarampo nessa faixa etária era de 66%. Ou seja, 34% do público que tem direito a se vacinar na rede pública não estava imunizado.
A Bahia recebeu 286 mil doses da vacina tríplice viral, que protege contra caxumba, rubéola e sarampo. A campanha de vacinação acontecerá em duas etapas: a primeira tem como alvo crianças não vacinadas de seis meses até 5 anos - o Dia D será 19 de outubro. Depois será a vez de vacinar a população de 20 a 29 anos, entre os dias 18 e 30 de novembro, com Dia D em 29 de novembro.
De acordo com dados de 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), a Bahia tem 1,2 milhão de crianças de zero e cinco anos. Já os jovens entre 20 e 29 anos somam 2,1 milhões pessoas no estado, segundo a Pnad Contínua, de 2018. Os baianos nos grupos de risco passam dos 3,3 milhões.
O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, grave, que pode acometer pessoas não vacinadas em qualquer idade. A transmissão acontece através de secreções nasais ao tossir, expirar ou falar.
Os sintomas da doença aparecem apenas de 10 a 14 dias após a exposição ao vírus. Incluem tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Além disso, em casos mais graves, pode causar também infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso.
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