O Twitter informou que sua nova política de bloquear anúncios com conteúdo político vai restringir a circulação de propaganda sobre qualquer candidato, partido, governante, pesquisa eleitoral ou medida legislativa ou judiciária feita por qualquer usuário do sistema. A empresa havia anunciado em outubro que bloquearia esse tipo de conteúdo, mas os detalhes só foram divulgados nesta sexta-feira (15).
A restrição se aplica, ainda, a qualquer anúncio feito por candidatos, partidos políticos ou ocupantes de cargos - eletivos ou não - no governo, independente do teor da mensagem.
No entanto, o Twitter decidiu permitir a veiculação de propaganda sobre "causas sociais", como mudança climática ou aborto. Pessoas e grupos que decidirem publicar anúncio sobre estes temas não poderão direcionar o conteúdo pelo CEP dos usuários ou por categorias políticas como "conservador" ou "liberal". O nível máximo de desagregação permitido para direcionamento será o Estado de cada usuário.
A empresa diz que a publicidade política representa uma pequena fatia de suas receitas - segundo o Twitter, a arrecadação com as eleições de 2018 nos Estados Unidos foi de apenas US$ 3 milhões, menos de 1% dos US$ 824 milhões declarados como receita do terceiro trimestre.
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