O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (6) que a proposta de reforma administrativa deve ser encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional em fevereiro. Bolsonaro voltou a afirmar que o projeto não mexerá na estabilidade de servidores atuais, mas pode alterar regras sobre novos funcionários do serviço público.
"A gente não pode apresentar um projeto neste sentido (que altera regras sobre estabilidade de servidores atuais) porque muita gente vai dizer que está quebrando a estabilidade de 12 milhões de servidores. A gente não quer esse impacto negativo na sociedade, né, que seria mais um fake news, uma mentira, mas que pode ter reflexos negativos para o Brasil como um todo", disse o presidente, em frente ao Palácio da Alvorada.
Bolsonaro voltou a afirmar que tem de balancear interesses do Ministério da Economia com os dele. "As visões minhas, de vocês, diferem de alguma coisa, entre a minha e da Economia diferem. Eles têm os números, nós temos a política, temos o social, tem o ser humano. A gente busca uma conta de chegada e trabalhar a informação", declarou.
Reforma tributária
Bolsonaro afirmou que a reforma tributária será prioridade após a administrativa. Ele disse que deseja mudar regras sobre impostos de importação. "Já pedi estudos. Vou cobrar do Tostes de novo, que é o chefe da Receita. Temos que diminuir imposto de importação", disse.
O presidente usou o imposto sobre material de pesca como exemplo a ser alterado. "Qual o país (da América do Sul) que mais importa material de pesca? Paraguai. Acho que o Paraguai não tem mar, né, eu acho. Qual o país que mais consome material de pesca? O Brasil. Por quê? Imposto de importação", afirmou.
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